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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bigardi cobra Prefeitura e Governo Estadual pela reabertura imediata da Casa de Saúde

“É inaceitável termos de ver todos os dias a população de Jundiaí e região reclamar de superlotação no Hospital São Vicente e os funcionários terem de se desdobrar para atender todo mundo enquanto a Casa de Saúde permanece fechada há quatro anos sem que haja qualquer ação da Prefeitura. Não podemos mais esperar!”

Foi desta forma que o deputado estadual Pedro Bigardi se dirigiu à imprensa, nesta quinta-feira (7), durante um ato em frente à Casa de Saúde Dr. Domingos Anastasio.

Placa não informa dados como início da obra e gastos
Com faixas e materiais gráficos explicativos, Bigardi e representantes de entidades civis da cidade (Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, Associação em Defesa dos Usuários da Saúde e do Conselho Municipal de Saúde) participaram de um ato em frente à Casa de Saúde Dr. Domingos Anastasio.

População recebe informações em conversa com Bigardi
O imóvel está fechado desde 23 de abril de 2007 e nenhuma ação foi feita até agora pela Prefeitura para reabri-lo. Nas salas do prédio, é possível ver vários equipamentos empoeirados.

Equipamentos empoeirados: pacientes sem atendimento
Do lado de fora, ferrugem e muito mato. “Protocolamos um requerimento de informação na Assembleia Legislativa para que o secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, preste esclarecimentos a respeito desta situação vexatória verificada em Jundiaí.”

Abandono da Casa de Saúde: fechada há quatro anos
Morosidade
O deputado lembrou que em maio do ano passado foi assinado um convênio entre a Prefeitura de Jundiaí e o Governo do Estado para que as obras de reforma da Casa de Saúde pudessem ser iniciadas. “Isso aconteceu dia 28 de maio de 2010 e a previsão dada na época foi de que em 18 meses a reforma estaria concluída. Já se passou quase um ano e nada aconteceu. Quem sofre com isso é a população”, ressaltou.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Deputado Pedro Bigardi vai ao Ministério Público após denúncia sobre contratação de radares em Jundiaí

A denúncia de possíveis irregularidades na contratação de radares pela Prefeitura de Jundiaí levou o deputado estadual Pedro Bigardi até o Ministério Público, em Jundiaí, na tarde desta sexta-feira (25).

Bigardi se reuniu com a promotora de Justiça Flávia Mendes Pereira Rivelli Caçador. “Foi aberto um inquérito civil pela Justiça para analisar o contrato da Prefeitura de Jundiaí com um consórcio de empresas responsáveis pela operação de radares no município”, explicou.

“A Prefeitura tem até a próxima segunda-feira (28) para apresentar ao Ministério Público todo o processo licitatório e o contrato. Agora vamos aguardar estas informações”, completou o parlamentar.

Uma das empresas que presta serviço em Jundiaí foi citada em reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, como integrante de uma espécie de ‘máfia dos radares’.

São citados na investigação jornalística contratos entre administrações municipais de diferentes regiões do País e empresas suspeitas de fraudar licitações, custear campanhas eleitorais com dinheiro público e retirar multas de trânsito para apadrinhados políticos.

A ‘indústria da multa’, como foi classificada a denúncia pelo Fantástico, renderia aos grupos corruptos um total de R$ 2 bilhões ao ano.

CPI
De acordo com o deputado Pedro Bigardi, ele já assinou um requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ‘Máfia dos Radares’ na Assembleia Legislativa de São Paulo.

“A sugestão foi feita pelo deputado Hamilton Pereira, de Sorocaba, cidade onde já existem investigações a respeito da contratação deste tipo de equipamento.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

Prefeitura de Jundiaí recebe nota zero em fiscalização ambiental

Lixo jogado na Serra do Japi
A comemoração dos 28 anos do tombamento da Serra do Japi, neste dia 8 de março, vai ficar marcada pela incompetência do poder público municipal no que diz respeito à política ambiental.

Em 2010, a cidade (que nos últimos anos atingiu mais de R$ 1 bilhão em orçamento público) ficou com a pífia 311ª colocação no ranking estadual do ‘Projeto Estratégico Município Verde Azul’, ao somar 58,57 pontos. Eram necessários, no mínimo, 80 pontos para que figurasse entre as cidades certificadas pelo Governo de São Paulo com o ‘selo verde’.

Pior: nesta avaliação, a Prefeitura de Jundiaí teve nota 0 em nove das 10 diretivas propostas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, inclusive fiscalização ambiental (veja quadro abaixo).

O ranking foi divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A campeã de 2010 foi Santa Rosa de Viterbo, com 94,31 pontos. Sorocaba terminou em sétimo lugar (92,47) e teve nota máxima tanto em legislações ambientais quanto em fiscalizações do meio ambiente. No total, 143 municípios conseguiram atingir a média necessária para garantirem a certificação.

Em 2009, com 84,31 pontos, Jundiaí alcançou apenas a 98ª colocação entre as 168 cidades paulistas que atingiram a média de pontos necessária estipulada pelo ‘Município Verde Azul’. O primeiro lugar foi conquistado por Santa Fé do Sul (94,4).

Ação de jipeiros prejudica a Serra
Serra em perigo
Ficar fora do ranking dos municípios paulistas que tratam a política ambiental com mais seriedade não é o único vexame a ser considerado pela Prefeitura de Jundiaí. O resultado traz à tona um sério risco para a Serra do Japi – símbolo da cidade e considerada patrimônio ambiental da humanidade. Nenhum dos outros três municípios que compõem a reserva conseguiu o selo. Cabreúva, que superou os jundiaienses com nota máxima no quesito fiscalização ambiental, teve 47,29 pontos. Cajamar somou apenas 20,59 e Pirapora do Bom Jesus não chegou nem a dois dígitos: 6,85 pontos.

No dia 3 de março, a bióloga Rozely Ferreira dos Santos, mestre em Botânica e doutora em Ecologia Vegetal, esteve em Jundiaí para as comemorações do Dia da Serra do Japi e afirmou ser favorável à transformação da reserva num parque estadual.

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do livro ‘Planejamento Ambiental – Teoria e Prática’, Rozely foi convidada pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Jundiaí para tratar do tema ‘A importância da conservação ambiental da Serra do Japi’.

Por meio de fotografias, a doutora mostrou as belezas da serra, as diferentes espécies animais e alertou para os riscos que a área sofre por conta da ocupação do homem. Numa pesquisa pela internet, ela identificou vídeos que mostram ações de jipeiros, prática de motocross, incêndios, acampamentos e até tiro ao alvo dentro da Serra do Japi. “Há um excesso de vias de acesso na serra que cria um efeito de borda (alteração na estrutura) assustador”, constatou a especialista.

NOTA ZERO PARA JUNDIAÍ NOS SEGUINTES TÓPICOS

Esgoto Tratado
Automonitoramento ETE
Programas e Ações Educação Ambiental

Lixo Mínimo
Gestão Óleo de Cozinha

Mata Ciliar
Nascente Modelo
Cronograma Anual

Arborização Urbana
Lei Novos Parcelamentos Solo/Regulamentação
Plano Arborização
Cronograma Anual
Cronograma Plurianual
Piloto Floresta Urbana
Programas e Ações Educação Ambiental

Educação Ambiental
Lei transv./Regulam./Proj.Pedagógico

Habitação Sustentável
Lei/Regulam./Comprov. DOF

Uso da Água
Ações Captação/Distribuição/Utilização
Prog/Cronogr; Anual/Plurianual

Poluição do Ar
Relatórios Semestrais
Declaração
Atestado
Criação Ícone

Estrutura Ambiental
Convênio/Consórcios sub-regiões
Educomunicação
Fiscalização Ambiental

Fonte: Secretaria de Estado do Meio Ambiente

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Falta de Planejamento: Secretaria Municipal de Educação admite falha na entrega dos kits de material escolar

Bigardi continuará fiscalizações,
em defesa do povo de Jundiaí
“Problema de logística da empresa contratada”. Este foi o argumento usado pelo secretário de Educação e Esportes de Jundiaí, Francisco José Carbonari, para justificar a falta do material escolar que deveria ter sido entregue há duas semanas para toda a rede municipal de ensino.

Por conta do problema, alunos que fazem parte do programa ‘Escola Nota 10’, criado e divulgado amplamente pela Prefeitura, foram obrigados a levar cadernos usados às salas de aula. A falha só foi corrigida após denúncias feitas pelo deputado estadual Pedro Bigardi.

Em entrevista ao JJ Regional desta quinta-feira (17), o secretário admitiu o erro. “É o primeiro ano que entregamos material escolar para as crianças e houve mesmo um atraso em algumas escolas por problemas de logística da empresa, algo que já serve de experiência para os próximos anos”. O mesmo argumento foi dado ao jornal Bom Dia, que também noticiou o problema depois das fiscalizações feitas por Bigardi.

Flagrantes
Na quarta-feira (16) pela manhã, o deputado esteve na Emeb Rotary Club (Anhangabáu), onde conversou com pais de alunos a respeito do problema. Um deles, inclusive, mostrou um bilhete entregue segunda-feira (14) pela escola. Nele havia um pedido para que os pais providenciassem cadernos, mesmo que fossem “usados”, a fim de que as crianças pudessem estudar. A justificativa: a Prefeitura ainda não havia entregado os kits com o material.

À tarde, após a visita de Bigardi, o material foi entregue aos alunos do Rotary Club. Na manhã desta quinta-feira (17), o deputado conversou com pais de alunos da Emeb Adelino Brandão, no Morada das Vinhas. Eles também confirmaram que os kits ainda não haviam sido entregues. Na saída dos estudantes, novamente após fiscalização feita pelo parlamentar, as crianças deixaram a escola com o material nas mãos.

“Embora as crianças tenham finalmente recebido o kit, vamos continuar a fiscalização nas escolas, principalmente no que diz respeito à falta de professores. Esta, inclusive, foi outra constante reclamação dos pais durante as visitas”, declarou Bigardi.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Bigardi constata: sem material, alunos são obrigados a utilizar folhas de papel e cadernos usados na rede pública

Deputado Bigardi denuncia descaso
com a Educação Pública em Jundiaí
Alunos da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Rotary Club, no Anhangabaú, estão tendo de se valer de folhas de papel e cadernos usados nas salas de aula por causa da falta do material escolar prometido pela Prefeitura de Jundiaí. A constatação foi feita na manhã desta quarta-feira (16) pelo deputado estadual Pedro Bigardi. A direção da escola afirmou que até aquele momento ainda não havia recebido os materiais e não havia previsão para a entrega.

“Após denúncias de algumas escolas, estive no Rotary nesta manhã e pude conversar com os pais dos alunos durante a entrada dos estudantes. Nesta unidade escolar também constatamos a falta do material que a Prefeitura alardeou por toda a cidade já ter entregado”, destacou o deputado. “As crianças receberam um bilhete (veja imagem abaixo) da escola, no dia 14. Ele dizia que os pais deveriam providenciar cadernos, nem que fossem usados, porque o poder público ainda não havia enviado os kits. Por enquanto, elas estão escrevendo em folhas de papel.”

De acordo com Bigardi, a direção da Emeb Rotary Club confirmou o atraso na entrega. “Até esta manhã, a diretora e a vice-diretora disseram que não havia previsão para que os alunos recebessem o material. Isso mostra a total falta de respeito da Prefeitura com os pais, estudantes e profissionais da Educação. Eu sou professor e sei como é difícil para o aluno uma situação desta. O que mais me entristece é que o governo municipal gasta milhões com propaganda e enviou cartinhas para os pais dos alunos anunciando a entrega dos kits. Até agora, no entanto, existem criança sem o material, ou seja, somente a propaganda eles fizeram bem”, ressaltou.

Professoras são obrigadas a pedir aos pais que
enviem cadernos à escola, mesmo se forem usados!
Professores
A falta de professores na rede pública também é outro fator que prejudica os alunos, segundo o deputado. “Não há previsão para a contratação de professores, o que considero inaceitável. Vamos continuar fiscalizando esta situação até que a Prefeitura tome providências”.

Na segunda-feira (14), Pedro Bigardi denunciou a falta de material escolar e de professores nas escolas de período integral da rede municipal – intitulado programa ‘Escola Nota 10’. Em um artigo, o deputado apontou o prejuízo à grade curricular destas unidades, uma vez que atividades como música, teatro e dança (estipuladas pela Prefeitura para os alunos) sequer têm definido quem serão os responsáveis.

No panfleto da Prefeitura, muitas promessas não cumpridas até agora

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bigardi denuncia falta de professores e material didático para alunos das escolas municipais de Jundiaí

Para Bigardi, a Educação é primordial
para a valorização do ser humano
O programa ‘Escola Nota 10’, da Prefeitura de Jundiaí, não começou como os pais de alunos gostariam – e muito menos como se vê nas propagandas. Nesta segunda-feira (14), por meio de um artigo, o deputado estadual Pedro Bigardi denunciou a falta de professores nas escolas de período integral e também o fato do poder público não ter entregado ainda o material escolar para alunos da rede municipal de ensino.

De acordo com Bigardi, os professores da escolas que, a partir deste ano, atuam em período integral estão tendo dificuldades. “Eles estão tendo de se virar para entreter os alunos e até histórias infantis contaram às crianças para preencher o tempo. Não há, também, definição de quem dará as aulas de música, teatro e dança estipuladas na grade”, afirmou o deputado, num dos trechos.

Eleito com quase 70 mil votos nas eleições do ano passado, o parlamentar (que também é professor) cobrou uma posição da Prefeitura de Jundiaí em relação ao problema. “Em Jundiaí, onde a Administração Municipal insiste em não admitir a existência dos analfabetos funcionais, precisamos mais do que marketing político para nossas crianças.”

As aulas na rede municipal de ensino tiveram início no dia 7 de fevereiro. Nas escolas integrais, os alunos deveriam entrar às 7h30 e sair as 16 horas. Na primeira semana, contudo, estudantes deixaram as classes às 11h30, sob alegação de “adaptação” ao novo sistema. Nesta segunda-feira (14), de acordo com denúncias de pais, os alunos tiveram horário normal, mas as aulas foram prejudicadas devido à falta de professores estipulados na grade disciplinar da Secretaria Municipal de Educação.

Leia, na íntegra, o artigo assinado pelo deputado:

Nota 10 só para os professores

- por Pedro Bigardi, engenheiro civil, professor de Planejamento Ambiental e deputado estadual

O tão propagado programa ‘Escola Nota 10’ que a Prefeitura de Jundiaí anunciou para a rede pública de ensino começou a ser colocado em prática segunda-feira (7) e já merece um puxão de orelhas. A iniciativa é das melhores possíveis, já que algumas escolas passaram a ter ensino em período integral. Além disso, o poder público resolveu distribuir materiais escolares aos alunos – ideia que constava em nosso plano de governo nas eleições para prefeito, em 2008.

Acontece que mal as aulas começaram e os pais de alunos já estão preocupados com a situação. Faltam professores nas escolas de período integral e o material escolar ainda não chegou – embora a Prefeitura já tenha comunicado a iniciativa aos pais, por meio de uma pomposa carta. Pelo volume de dinheiro destinado à Secretaria Municipal de Educação, a atitude tomada somente este ano deveria acontecer há muito tempo.

Nas reclamações que recebemos, os pais de alunos afirmam que a justificativa à falta de professores se deve à desistência de alguns profissionais – que não teriam concordado trabalhar 40 horas semanais. E que, por isso, as vagas demorarão pelo menos 15 dias para serem preenchidas. Quanto à falta do material escolar, nenhuma justificativa foi dada.

No primeiro dia de aula, de acordo com os pais, os professores que atuam em período integral (esses, sim, merecem nota 10) tiveram de se virar para entreter os alunos – até histórias infantis eles contaram às crianças para preencher o tempo. Não há, também, definição de quem dará as aulas de música, teatro e dança estipuladas na grade. Já se passou uma semana e a situação é a mesma.

A Educação é primordial para a valorização do ser humano e também para garantir-lhe um futuro. Em março do ano passado, estivemos na manifestação dos professores estaduais, realizada em São Paulo, justamente por apoiar as reivindicações destes profissionais e exigir que o Governo do Estado dialogue com a categoria.

Em Jundiaí, onde a Administração Municipal não admite a existência dos analfabetos funcionais, precisamos mais do que marketing político para nossas crianças. Continuaremos o trabalho de fiscalização para o bem da população jundiaiense e esperamos que a Prefeitura resolva imediatamente esta situação. Senão, todos nós seremos reprovados nesta matéria e o preço será pago lá na frente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Em artigo, Bigardi lamenta falta de diálogo da Prefeitura do PSDB com a população jundiaiense

“Em qualquer governo minimamente democrático, os cidadãos opinam sobre o seu futuro e o de sua cidade. Aqui, não. Em governos cinzentos e obscuros, os interesses da maioria nem sempre são respeitados”. Assim o deputado estadual Pedro Bigardi se posicionou contrariamente ao modo como a Prefeitura de Jundiaí trata os assuntos relacionados a obras e desapropriações de imóveis no município.

A crítica ao modelo de governo adotado há anos pelo PSDB na cidade foi feita por meio de um artigo, publicado sábado (6) no jornal Bom Dia. Nele, Bigardi critica o desprezo do poder público local em relação à falta de diálogo com a população e cita como exemplo o temor de moradores da Vila Argos, que não querem deixar suas casas por conta de obras a serem realizadas pela administração municipal naquela região.

Leia, na íntegra, a opinião do deputado estadual Pedro Bigardi a respeito do assunto:

Vila Argos e o histórico desdém da Prefeitura

- por Pedro Bigardi*

Acompanho com interesse o debate sobre o futuro da Vila Argos, assunto este evidenciado pelo jornal Bom Dia há pouco tempo. O motivo está relacionado com as questões urbanísticas que envolvem o local - até porque a preservação ou revitalização de uma vila operária e de suas raízes históricas no município é algo que precisa ser considerado.

Um parque linear ao longo do Rio Guapeva, reconstituindo parte da mata ciliar, também é um fato relevante, especialmente em tempos ‘modernos’ onde as vegetações ciliares dão lugar aos gabiões (caixas de pedra), concretos e outras formas de canalização de rios. Se não bastassem estas questões citadas, há ainda um desejo pessoal de ver toda a área que envolve a Ponte Torta ganhando vida e beleza. É triste ver esta região onde passei minha vida com ares de abandono e desprezo por parte da Prefeitura de Jundiaí.

Mas o que mais me intriga nesta discussão sobre a Vila Argos é o fenômeno que ocorre em todas as ações da Prefeitura: os projetos são elaborados à margem dos interesses da própria comunidade, como se a indenização dos imóveis desapropriados fosse a única relação possível de ser estabelecida entre o poder público municipal e o cidadão. É muito pouco.

Em recente reunião com os moradores daquela região, a Prefeitura informou que apenas existem estudos sem qualquer definição do que será feito no local e, por consequência, quem será atingido pelas desapropriações.

Ora! Em qualquer governo minimamente democrático, os cidadãos opinam sobre o seu futuro e o de sua cidade. Aqui, não. Em governos cinzentos e obscuros, os interesses da maioria nem sempre são respeitados.

As pessoas têm o direito de participar da elaboração dos projetos ou, no mínimo, ter conhecimento deles para opinar contra ou a favor. Em uma recente entrevista, o prefeito disse que gostaria de uma cidade “com menos prédios e mais parques”. Todos nós queremos participar deste processo de elaboração, senão apenas os interesses de alguns falarão mais alto.

*Pedro Bigardi é engenheiro civil, professor de planejamento ambiental e deputado estadual

sábado, 15 de maio de 2010

Deputado Bigardi questiona revisão do Plano Diretor de Jundiaí

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- Texto: Eliane Silva Pinto

Em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Jundiaí, o deputado estadual Pedro Bigardi, em seu pronunciamento, fez uma análise crítica às mudanças previstas no Plano Diretor.

"Temos que criar instrumentos de controle desse crescimento desenfreado e sem planejamento, é preciso aplicar os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, e que ainda não foram implementados”, ressalta o deputado Bigardi. Para o parlamentar, a ressetorização de algumas áreas não contribuem com o desenvolvimento da cidade. "Precisamos pensar no Plano Diretor como um macro e não em apenas algumas áreas, a ressetorização atende apenas interesses localizados", afirma.

Para ele, não há explicações técnicas sobre essas ressetorizações. "Essas mudanças propostas podem agravar ainda mais a situação do descontrole urbanístico da cidade, causando mais problemas ao trânsito, transporte coletivo, problemas de infraestrutura geral, como aliás já se pode notar”.

O parlamentar revela sua preocupação com o futuro de Jundiaí, com esse "desenvolvimento sem controle urbanístico". "Se hoje a cidade está sendo procurada porque tem infraestrutura, é bem localizada, daqui a pouco isso vai se reverter completamente. Então mudar esse paradigma é um exercício que todos nós temos que fazer, os deputados, vereadores, prefeitos, população, entidades. Está faltando aprofundar esse debate", revela.

Bigardi questiona o fato do estudo de impacto de vizinhança ser protelado para o final do ano. "Uma questão tão importante como essa e que atende toda a população, pode esperar, agora as ressetorizações que atendem interesses localizados é empurrada pelo Executivo para ser votado a 'toque de caixa'", questiona Bigardi.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Deputado Pedro Bigardi visita IML de Jundiaí, constata precariedade do local e vai reivindicar melhorias aos governos do PSDB

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- Texto: Eliane Silva Pinto

Com o objetivo de conhecer a real situação do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, o deputado estadual Pedro Bigardi visitou o local nessa sexta-feira, 23 de janeiro, depois que moradores da região reclamaram do mau cheiro em torno do Instituto.

Conforme informações veiculadas pela imprensa, o problema surgiu após a inviabilização do uso de umas das câmaras de refrigeração (geladeira) do IML. Atualmente apenas um desses equipamentos está em funcionamento, o que foi constatado na visita do deputado Bigardi ao local.

Segundo as informações colhidas pelo deputado durante a visita, o problema principal é a falta de um local específico e apropriado para alojar corpos que chegam em estado de decomposição, o que pode estar agravando a situação do mau cheiro no entorno do IML.

De acordo com um dos funcionários, o ideal seria construir um local específico para esses casos. “Quando chegam os cadáveres em estado de decomposição, o cheiro é insuportável, as pessoas que estão no velório não suportam, sem contar a vizinhança”, explica. O IML fica em anexo ao Cemitério Nossa Senhora do Montenegro, no Jardim do Lago, bairro extremamente populoso.

Na vistoria às dependências do IML, o deputado Bigardi ficou impressionado com as condições físicas do local, “São apenas duas salas muito pequenas e inadequadas para o trabalho dos funcionários, especialmente no atendimento às dez cidades da região”, frisa.

Além disso, uma parte da estrutura do IML está sendo utilizada para preparação de cadáveres, que segundo informações, é um serviço de uma empresa particular, o que limitou ainda mais o trabalho dos técnicos do IML. A utilização desse espaço será motivo de questionamento do deputado à prefeitura e ao governo do estado.

Segundo o deputado Pedro Bigardi, o IML de Jundiaí precisa de investimentos e de um local mais adequado. “Vou reivindicar ao governo do estado melhorias do serviço que não pode permanecer nessa situação”.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deputado Pedro Bigardi questiona revisão do Plano Diretor proposta pela Prefeitura do PSDB de Jundiaí

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- por Pedro Bigardi, deputado estadual do PCdoB

A prefeitura de Jundiaí anunciou, por meio do secretário de planejamento, a revisão do Plano Diretor da cidade.

O Plano Diretor é uma lei municipal que disciplina o desenvolvimento do município, regula as atividades urbanas, define as diretrizes das políticas setoriais, ou seja, a cidade estabelece as condições de vida dos cidadãos na atualidade e projeta seu futuro.

Antigamente o Plano Diretor era entendido como uma Lei eminentemente técnica, formalmente elaborada por arquitetos ou engenheiros que definiam o perímetro urbano, novas avenidas, tamanho dos lotes, altura dos prédios e outros aspectos da vida urbana.

Atualmente esta visão tecnista mudou. Ampliou-se a participação das habilidades técnicas que, além de arquitetos e engenheiros, somaram-se biólogos, geógrafos, advogados, geólogos, historiadores e tantos outros.

Mais do que isso, ampliou-se a participação para a população que conhece as demandas do cotidiano e vive os problemas das cidades.

Por isso, os planos diretores atuais são denominados “Planos Diretores Participativos” e devem ser elaborados ou revistos, a partir de uma agenda de trabalho que englobe todos os segmentos sociais, econômicos e políticos. Não é o que acontece em Jundiaí, onde a participação se restringe a um “canal eletrônico de sugestões” junto à prefeitura e, após essa consulta, uma audiência pública é realizada.

Neste quadro tenho uma preocupação e uma esperança.

A preocupação: com pouca participação, o projeto de revisão do Plano Diretor pode somente atender aos interesses da especulação imobiliária, que normalmente dita às regras na política local.

A esperança: a presença do arquiteto Araken Martinho à frente da Comissão do Plano Diretor, que com sua experiência e conhecimento possa ser um contraponto a possíveis interesses especulativos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Deputado Pedro Bigardi critica a falta de investimentos da Prefeitura de Jundiaí no Jardim São Camilo

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- Texto: Eliane Silva Pinto

"A megaoperação policial que ocorre no bairro São Camilo em Jundiaí contra o tráfico de drogas é conseqüência da falta de ações sociais naquele bairro. Por isso, o crime organizado, infelizmente, ocupa o espaço vazio deixado pela Prefeitura de Jundiaí". Com essa frase o deputado estadual Pedro Bigardi abriu seu pronunciamento hoje, 29 de setembro, na tribuna da Assembleia.

Bigardi referia-se ao saldo de uma semana da operação "Saturação" realizada pela Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, que resultou na apreensão de 445 quilos de entorpecentes, armamentos e 23 prisões.

Para o deputado Bigardi a Operação "Saturação" realizada no bairro é de extrema importância, porém ele ressalta a necessidade de ações sociais consistentes pelo Poder Público de Jundiaí. "O combate ao crime organizado está sendo realizado com êxito pela polícia, mas aliado a isso faz-se necessária também a atuação da Prefeitura no bairro com ações sociais principalmente voltadas às crianças e aos jovens", afirmou.

Segundo o deputado, há uma grande "dívida social" da cidade e do Estado com o bairro. "Trabalhei no Jardim São Camilo no processo de reurbanização, por isso conheço a realidade daquelas centenas de famílias. Atualmente, o bairro está abandonado, não existem programas sociais consistentes oferecidos pela Prefeitura e o processo de reurbanização está estagnado há anos", criticou.

O parlamentar revelou que a Prefeitura de Jundiaí pretende gastar cerca de R$ 9 milhões em serviços de publicidade e marketing, enquanto as obras de infra-estrutura no Jardim São Camilo somam apenas R$ 1 milhão, para uma região com mais de 20 mil habitantes. "É uma inversão de prioridades vergonhosa para Jundiaí e seus cidadãos", lamentou o deputado estadual Pedro Bigardi.

Foto: Julio Monteiro/Agência Bom Dia

Para Bigardi, repressão ao crime pela polícia deve ser feita em conjunto com ações sociais da Prefeitura