O Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí foi tema do pronunciamento feito pelo deputado estadual Pedro Bigardi semana passada na tribuna da Assembléia Legislativa.O parlamentar comentou sobre seu requerimento de informação protocolado na Casa, onde solicita informações ao Secretário Estadual de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, sobre as condições de trabalho do IML de Jundiaí. “Visitei o local e verifiquei as condições precárias de trabalho, são apenas duas salas muito pequenas para atender uma demanda de dez cidades da região”, explica.
Informações sobre a suposta construção de um novo IML na cidade também fazem parte do documento. “Não temos informações concretas sobre essa obra, porém enquanto ela não é viabilizada é fundamental a readequação do local”, enfatiza Bigardi. Entre os questionamentos feitos ao secretário, também constam quais providências foram tomadas para eliminar o mau cheiro que exala do IML, motivo de reclamações da vizinhança.
Segundo o parlamentar, as condições sanitárias também merecem atenção. Em seu requerimento o deputado questiona como é feita a dispensação dos líquidos oriundos dos corpos, pois de acordo com os funcionários não há um trabalho de coleta de material.
Outro questionamento feito pelo parlamentar diz respeito a utilização de duas salas do IML para os serviços de “tanatopraxia” e “necromaquiagem”, que segundo os funcionários é um serviço de uma empresa particular, o que limitou ainda mais o trabalho dos técnicos do IML.
De acordo com o deputado, a coleta desses dados é imprescindível antes de tomar qualquer atitude. “Primeiro é preciso conhecer como está a parceria entre Estado e Prefeitura para a conservação do local, para então depois colaborar e cobrar a manutenção e readequação do IML de Jundiaí”, argumenta Pedro Bigardi.
