quarta-feira, 23 de março de 2011

Mil estudantes se mobilizam a favor da PEC da Educação proposta pelo deputado Pedro Bigardi


Em frente à Assembleia, estudantes fazem coro pela PEC da Educação

Pelo menos 1 mil estudantes realizaram nesta terça-feira (22) um ato de apoio à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que destina 50% dos recursos obtidos com a exploração de petróleo da camada Pré-Sal no Estado para investimentos na Educação, Meio Ambiente, Ciências e Tecnologia.

A PEC de número 9, de 2009, foi criada pelo líder do PCdoB na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Pedro Bigardi, e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 
“A proposta é uma antiga reivindicação do movimento estudantil. O Legislativo paulista já reconheceu sua importância, tanto que conseguimos 42 assinaturas de deputados na apresentação da PEC e queremos agora a aprovação no Plenário”, destacou Bigardi.

A iniciativa do deputado é a primeira no Brasil que tenta direcionar para a Educação os recursos que o País terá com a exploração do Pré-Sal. “Será a garantia do investimento na modernização da escola pública em São Paulo. Hoje, por exemplo, apenas 15% das escolas estaduais têm biblioteca e só 22% contam com laboratórios. É inadmissível que o Estado mais rico da União apresente estes números.”

Com a aprovação da PEC, todo o recurso será gerido pelo Fundo Estadual para o Desenvolvimento Econômico e Social.



                      Autor da PEC, Bigardi fala com os estudantes durante o ato na ALESP 


Ato

A manifestação, organizada pela União Estadual dos Estudantes (UEE), União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) e União da Juventude Socialista (UJS), teve início com uma caminhada a partir do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, com destino ao Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia (região do Ibirapuera).

Em frente à Assembleia, com um carro de som, o movimento estudantil ressaltou a importância da aprovação da PEC e cobrou o ingresso da iniciativa na Ordem do Dia. Líderes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) também participaram da manifestação.

Um grupo de estudantes foi recebido pelo presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), que prometeu levar a discussão ao Colégio de Líderes, na próxima semana.



Representantes do movimento estudantil
 com Bigardi e Barros Munhoz


sexta-feira, 18 de março de 2011

Aglomeração Urbana de Jundiaí é o primeiro tema abordado por Bigardi na tribuna

Bigardi dá entrevista à TV Assembleia
Dois dias depois de tomar posse e ser indicado líder do PCdoB na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Pedro Bigardi reforçou na tribuna a necessidade da criação da Aglomeração Urbana de Jundiaí.

Nesta quinta-feira (17), Bigardi tratou do tema no primeiro discurso após o retorno ao Legislativo paulista. Com a ajuda de um mapa, apresentado no telão do Plenário, o deputado jundiaiense apontou os municípios que farão parte da Aglomeração (Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Itupeva, Atibaia e Cabreúva) e a importância disto para uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas.

“Existem problemas que são comuns a estas cidades e que podem ser resolvidos em conjunto, como o transporte público, Saúde e Meio Ambiente”, destacou. “Estamos entre as regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, mas não fazemos parte nem de uma, nem de outra.”

O deputado ressaltou que esta iniciativa é antiga na Assembleia e que, por isso, precisa ser resolvida o mais rápido possível. “Temos de tratar esta questão com a importância que lhe é devida, até pela trajetória que teve nesta Casa e pela luta travada anteriormente pelos deputados Ary Fossen, Vanessa Damo e Célia Leão, que ‘abraçaram’ a causa.”

Bigardi ainda lembrou a participação do deputado Beto Trícoli na reunião da Frente Parlamentar de Integração pela Região de Jundiaí, realizada em Louveira, dia 2 de fevereiro. “O próximo passo como líder do PCdoB, agora, é trazer um grupo da Frente Parlamentar para apresentar a iniciativa ao Colégio de Líderes da Assembleia, que é o fórum para estas grandes discussões”, comentou Bigardi.

“Aproveitaremos, inclusive, que a Assembleia Legislativa de São Paulo também terá de discutir a criação das regiões metropolitanas de Sorocaba e do Vale do Paraíba para resolver isso”, finalizou.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Líder na Assembleia, Bigardi defende maior independência do Legislativo

Pedro Bigardi, líder do PCdoB: “Queremos uma Assembleia independente”

O deputado estadual Pedro Bigardi foi referendado na tarde desta quarta-feira (16) como líder da bancada do PCdoB na Assembleia Legislativa de São Paulo. A posição garante ao parlamentar jundiaiense participar das discussões mais importantes do Legislativo paulista, juntamente com as lideranças dos demais partidos que integram o Plenário.

Na tribuna, Bigardi criticou o fato de nenhum projeto de lei ter sido protocolado até aquele momento na primeira sessão ordinária da 17ª Legislatura. O motivo foi um desentendimento entre representantes do PSDB e PT no momento de pedir a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Os partidos questionavam a ordem de chegada ao Plenário para o protocolo.

“Achei que na primeira reunião do Colégio de Líderes que seria feita nesta tarde, seriam discutidas pautas de trabalho. O que vi foi uma fila de servidores querendo protocolar CPIs e este trabalho sendo obstruído.

O deputado jundiaiense cobrou maior independência do Poder Legislativo frente ao Governo do Estado. “Como líder do PCdoB, afirmo que queremos uma Assembleia independente, postura que eu e minha companheira de bancada Leci Brandão teremos nesta Casa. Trabalharemos com dois princípios: transparência nos atos legislativos e independência.

O petista Ruy Falcão, Primeiro Secretário da Mesa, agradeceu os votos da bancada do PCdoB para a formação da Mesa Diretora e afirmou que estes princípios continuam “de pé” na Casa. Somente às 18h40, o presidente Barros Munhoz autorizou o protocolo das 11 CPIs que aguardavam autorização – apenas as cinco primeiras, conforme o Regimento Interno, podem ser oficialmente abertas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Assembleia Legislativa: Pedro Bigardi toma posse nesta terça-feira

Em solenidade marcada para as 15 horas desta terça-feira (15), o deputado estadual Pedro Bigardi toma posse na Assembleia Legislativa de São Paulo. Com quase 70 mil votos conquistados nas eleições do ano passado, Bigardi tornou-se a maior liderança de esquerda da região de Jundiaí – formada por aproximadamente 1 milhão de habitantes.

Escolhido para ser novamente o líder da bancada do PCdoB na Assembleia, Pedro Bigardi já afirmou que terá, junto com Leci Brandão (também eleita em 2010 pelo partido), uma posição completamente independente nas decisões tomadas no Plenário. “O que manda dentro da Assembleia Legislativa não é fazer parte do mesmo partido do governador ou integrar a base de situação, oposição. É a articulação política”, completou o deputado.

Como prova, Bigardi citou os mais de R$ 3 milhões em emendas conquistados para Jundiaí e região no período de pouco mais de um ano em que esteve na Assembleia. Além das verbas que ajudaram entidades como o Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc), o deputado entregou recentemente um caminhão autobomba para o Corpo de Bombeiros de Jundiaí, no valor de R$ 350 mil.

“Já concluí o planejamento para este mandato e defini os principais assuntos que vamos trabalhar, como Saúde, Educação, Esporte, Segurança e Meio Ambiente. Teremos uma agenda completa este ano”, ressaltou.

Parque Estadual
Ainda dentro do planejamento feito, Bigardi já adiantou que pretende continuar na Comissão de Esporte da Assembleia. “Outra meta é garantirmos a criação do Parque Estadual Serra do Japi, que corre sérios riscos por conta da crescente especulação imobiliária em nossa cidade.”

sexta-feira, 11 de março de 2011

Aglomeração urbana: vereadores pedem apoio de Bigardi e o convidam para seminário

Representantes da Frente Parlamentar e Bigardi
Representantes da Frente Parlamentar de Integração pela Região de Jundiaí estiveram no escritório do deputado estadual Pedro Bigardi, nesta sexta-feira (11), para pedir apoio à iniciativa na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Bigardi também foi convidado para fazer parte do seminário ‘Governança Urbana, Cidadania e Gestão das Metrópoles’, que acontece dia 8 de abril, a partir das 9 horas, na Câmara de Vereadores de Jundiaí. O objetivo do evento, além de tratar da Aglomeração Urbana, é lançar o Fórum de Debates sobre a Metropolização da região de Jundiaí’.

No seminário, o deputado falará sobre o Estatuto das Cidades e as Regiões Metropolitanas. “É importante este debate com a sociedade e o apoio para que seja aprovada na Assembleia a Aglomeração Urbana de Jundiaí. O pedido de apoio também foi feito por conta da trajetória que temos nesta questão”, destacou.

Como engenheiro civil, Bigardi teve participação direta na elaboração do Plano Diretor de Jundiaí. Ele também foi diretor de Planejamento e secretário de Obras da Prefeitura de Campinas (entre 2001 e 2003), além de supervisor de Obras da Prefeitura de Várzea Paulista, em 2006.

“Tivemos a oportunidade de discutir mais uma vez a situação da Aglomeração Urbana, além da agenda de trabalho para o início do mandato do deputado Bigardi”, comentou o ex-vereador André Queiroz Guimarães, secretário-executivo da Frente Nacional de Vereadores pela Reforma Urbana (Frenavru) e representante estadual do Conselho Nacional de Cidades.

Estiveram ainda no escritório do deputado os vereadores Mauro Batista (Várzea Paulista), Quinha (Campo Limpo Paulista), Débora Prado (Jarinu), Osvando Ferreira dos Santos e Rogério Cavalin (ambos de Itupeva).

Colégio de Líderes
No dia 2 de fevereiro, Bigardi esteve em Louveira e se comprometeu a levar um grupo de vereadores até o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa. “Podemos superar este trâmite natural, que vem se arrastando há anos, apresentando esta proposta. Seria um acordo entre oposição e situação no Colégio de Líderes, do qual faço parte e que nada mais é do que um fórum para estas grandes discussões.”

A Aglomeração Urbana é um conjunto de municípios limítrofes que têm necessidades e problemas interligados. No caso de Jundiaí, a junção de mais sete municípios (Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Itupeva, Atibaia e Cabreúva) beneficiaria diretamente quase 1 milhão de habitantes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Corpo de Bombeiros de Jundiaí recebe caminhão conquistado pelo deputado Bigardi

Major Carlos Augusto, Pedro Bigardi e o capitão Lima comemoram 
conquista do caminhão autobomba para Jundiaí e região
Um caminhão autobomba foi entregue na tarde desta quarta-feira (9), em São Paulo, ao comando do 19º Grupamento de Bombeiros (GB), sediado em Jundiaí. Avaliada em R$ 350 mil, a viatura foi conseguida por meio de uma emenda do deputado estadual Pedro Bigardi aprovada na Assembleia Legislativa. O veículo auxiliará as ações dos bombeiros em Jundiaí e região.

A solenidade de entrega do caminhão aconteceu na Praça da Sé e serviu também para comemorar os 131 anos de fundação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. O coronel Luiz Humberto Navarro, comandante dos bombeiros paulistas, e o governador Geraldo Alckmin também participaram.

Para o deputado Bigardi, a conquista é mais do que justa, principalmente pelo trabalho que os bombeiros desenvolvem no socorro à população. “O único caminhão deste tipo existente no Corpo de Bombeiros de Jundiaí está em operação há muitos anos. Temos visto nos últimos dias muitos acidentes, incêndios de grandes proporções em empresas e situações de enchentes e alagamentos bem próximos de nós. O trabalho desses homens é brilhante e reconhecido por toda população, mas novos investimentos são necessários devido ao crescimento da região”, lembrou Bigardi.

O major Carlos Augusto de Carvalho Filho e o capitão Anderson Lima de Oliveira, do 19º GB, estiveram em São Paulo e se mostraram muito felizes com a aquisição do novo caminhão. Ao chegar em Jundiaí, no final da tarde, o autobomba chamou a atenção ao passar pela avenida Nove de Julho. No quartel, sirenes e luzes de alerta da viatura foram acionadas para saudar os bombeiros que utilizarão este veículo.

Emenda de Bigardi garante mais de R$ 16 milhões para criação e manutenção de parques estaduais

Deputado atua em defesa do meio ambiente
Para o deputado estadual Pedro Bigardi, autor do projeto de lei que cria o Parque Estadual Serra do Japi, os municípios não podem mais tratar esta questão de maneira isolada.

“Recentemente a imprensa mostrou que a burocracia emperra a criação do consórcio intermunicipal para proteção da serra, o que reafirma a necessidade da aprovação do parque. Desde que foram feitas a discussão e anúncio da ação consorciada, em 2009, nada aconteceu efetivamente para que a reserva ambiental possa ser integralmente preservada”, comentou.

O projeto prevê a transformação da reserva numa unidade de preservação integral, gerida pelo Estado juntamente com os municípios, as Organizações Não Governamentais (ONGs) e a sociedade civil. “As leis e as medidas que existem hoje não são suficientes para garantir a proteção integral da Serra do Japi”, reforçou Bigardi.

“Além disso, o grande apoio que a iniciativa recebe da sociedade nos dá força para continuar esta batalha, que é de todos aqueles que amam Jundiaí e se preocupam com o seu bem-estar.”

Para isso, inclusive, o deputado conseguiu aprovar a emenda número 1 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, que garante a criação de cinco novas Unidades de Conservação no Estado e um reajuste de 64,18% para o setor de Gestão e Implantação de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Com os R$ 16,5 milhões conseguidos por Bigardi, a pasta passará de R$ 25,7 milhões destinados em 2010 para R$ 42,3 milhões neste ano. “Tudo isso reforça ainda mais a ideia de que a criação do parque estadual é o melhor caminho para garantir a preservação integral deste patrimônio da humanidade e símbolo de todos os jundiaienses.”

Prefeitura de Jundiaí recebe nota zero em fiscalização ambiental

Lixo jogado na Serra do Japi
A comemoração dos 28 anos do tombamento da Serra do Japi, neste dia 8 de março, vai ficar marcada pela incompetência do poder público municipal no que diz respeito à política ambiental.

Em 2010, a cidade (que nos últimos anos atingiu mais de R$ 1 bilhão em orçamento público) ficou com a pífia 311ª colocação no ranking estadual do ‘Projeto Estratégico Município Verde Azul’, ao somar 58,57 pontos. Eram necessários, no mínimo, 80 pontos para que figurasse entre as cidades certificadas pelo Governo de São Paulo com o ‘selo verde’.

Pior: nesta avaliação, a Prefeitura de Jundiaí teve nota 0 em nove das 10 diretivas propostas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, inclusive fiscalização ambiental (veja quadro abaixo).

O ranking foi divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. A campeã de 2010 foi Santa Rosa de Viterbo, com 94,31 pontos. Sorocaba terminou em sétimo lugar (92,47) e teve nota máxima tanto em legislações ambientais quanto em fiscalizações do meio ambiente. No total, 143 municípios conseguiram atingir a média necessária para garantirem a certificação.

Em 2009, com 84,31 pontos, Jundiaí alcançou apenas a 98ª colocação entre as 168 cidades paulistas que atingiram a média de pontos necessária estipulada pelo ‘Município Verde Azul’. O primeiro lugar foi conquistado por Santa Fé do Sul (94,4).

Ação de jipeiros prejudica a Serra
Serra em perigo
Ficar fora do ranking dos municípios paulistas que tratam a política ambiental com mais seriedade não é o único vexame a ser considerado pela Prefeitura de Jundiaí. O resultado traz à tona um sério risco para a Serra do Japi – símbolo da cidade e considerada patrimônio ambiental da humanidade. Nenhum dos outros três municípios que compõem a reserva conseguiu o selo. Cabreúva, que superou os jundiaienses com nota máxima no quesito fiscalização ambiental, teve 47,29 pontos. Cajamar somou apenas 20,59 e Pirapora do Bom Jesus não chegou nem a dois dígitos: 6,85 pontos.

No dia 3 de março, a bióloga Rozely Ferreira dos Santos, mestre em Botânica e doutora em Ecologia Vegetal, esteve em Jundiaí para as comemorações do Dia da Serra do Japi e afirmou ser favorável à transformação da reserva num parque estadual.

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do livro ‘Planejamento Ambiental – Teoria e Prática’, Rozely foi convidada pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Jundiaí para tratar do tema ‘A importância da conservação ambiental da Serra do Japi’.

Por meio de fotografias, a doutora mostrou as belezas da serra, as diferentes espécies animais e alertou para os riscos que a área sofre por conta da ocupação do homem. Numa pesquisa pela internet, ela identificou vídeos que mostram ações de jipeiros, prática de motocross, incêndios, acampamentos e até tiro ao alvo dentro da Serra do Japi. “Há um excesso de vias de acesso na serra que cria um efeito de borda (alteração na estrutura) assustador”, constatou a especialista.

NOTA ZERO PARA JUNDIAÍ NOS SEGUINTES TÓPICOS

Esgoto Tratado
Automonitoramento ETE
Programas e Ações Educação Ambiental

Lixo Mínimo
Gestão Óleo de Cozinha

Mata Ciliar
Nascente Modelo
Cronograma Anual

Arborização Urbana
Lei Novos Parcelamentos Solo/Regulamentação
Plano Arborização
Cronograma Anual
Cronograma Plurianual
Piloto Floresta Urbana
Programas e Ações Educação Ambiental

Educação Ambiental
Lei transv./Regulam./Proj.Pedagógico

Habitação Sustentável
Lei/Regulam./Comprov. DOF

Uso da Água
Ações Captação/Distribuição/Utilização
Prog/Cronogr; Anual/Plurianual

Poluição do Ar
Relatórios Semestrais
Declaração
Atestado
Criação Ícone

Estrutura Ambiental
Convênio/Consórcios sub-regiões
Educomunicação
Fiscalização Ambiental

Fonte: Secretaria de Estado do Meio Ambiente

sexta-feira, 4 de março de 2011

Doutora da Unicamp diz que é a favor do Parque Estadual Serra do Japi

Bigardi foi o único parlamentar presente na palestra 
da especialista: preocupação com meio ambiente
A bióloga Rozely Ferreira dos Santos, mestre em Botânica e doutora em Ecologia Vegetal, esteve em Jundiaí quinta-feira (3) para as comemorações do Dia da Serra do Japi – celebrado em 8 de março – e afirmou que é favorável à transformação da reserva num parque estadual.

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do livro ‘Planejamento Ambiental – Teoria e Prática’, Rozely foi convidada pela Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Jundiaí para tratar do tema ‘A importância da conservação ambiental da Serra do Japi’.

A palestra aconteceu na Sala Glória Rocha e reuniu estudantes, moradores da região da serra, integrantes do site Cidade Democrática e ambientalistas. O deputado estadual Pedro Bigardi (autor do projeto de lei que pede a criação do parque) foi o único parlamentar a participar do evento.

Por meio de fotografias, a doutora mostrou as belezas da serra, as diferentes espécies animais e alertou para os riscos que a área sofre por conta da ocupação do homem. Numa pesquisa pela internet, ela identificou vídeos que mostram ações de jipeiros, prática de motocross, incêndios, acampamentos e até tiro ao alvo dentro da Serra do Japi. “Há um excesso de vias de acesso na serra que cria um efeito de borda (alteração na estrutura) assustador”, constatou a especialista.

Emenda
Após a palestra, uma jovem perguntou a opinião da professora sobre a criação do parque estadual. “Sou a favor do parque, porque entendo que esta situação poderá trazer mais fundos”, afirmou Rozely, referindo-se aos recursos que proporcionarão maior preservação da reserva.

No ano passado, uma emenda do deputado estadual Pedro Bigardi aprovada na Assembleia Legislativa garantiu que R$ 16 milhões sejam utilizados exclusivamente para criação e conservação de cinco novos parques no Estado, em 2011.

Rozely mostrou imagens de depredação da 
serra: de jipeiros à prática de tiro ao alvo
“Foi uma palestra de altíssimo nível feita por alguém que conhece a Serra do Japi. A Rozely mostrou as belezas da área, mas também apontou as atividades irregulares e ameaças que a serra sofre, como erosões, queimadas, acessos ilegais e a forte especulação imobiliária”, destacou Bigardi. “Tudo isso reforça ainda mais a ideia de que a criação do parque estadual é o melhor caminho para garantir a preservação integral deste patrimônio da humanidade e símbolo de todos os jundiaienses.”

O projeto já tramitou por todas as comissões pertinentes da Assembleia Legislativa de São Paulo e está apto para ser apreciado pelos deputados.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Blog do deputado Bigardi ultrapassa os 50 mil acessos!

Nesta sexta-feira (18), o blog do deputado estadual Pedro Bigardi ultrapassou a marca de 50 mil acessos. Criada em junho de 2009, a página na internet se transformou numa das principais ferramentas de contato do parlamentar com a população.

Ações como o projeto de lei que cria o Parque Estadual Serra do Japi, a lei aprovada na Assembleia Legislativa que beneficia entidades culturais e esportivas em todo o Estado e os mais de R$ 3 milhões em recursos conquistados para Jundiaí e região foram alguns dos assuntos apresentados no blog por Bigardi.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, as pessoas também puderam acompanhar todos os passos do deputado. O resultado nas urnas, com quase 70 mil votos, demonstrou a confiança dos eleitores no trabalho desempenhado durante o mandato.

Denúncias
Nesta semana, Bigardi mostrou à população por meio do blog que estudantes da rede municipal de ensino foram obrigados a levar cadernos usados e folhas de papel devido à falta de material escolar. Os kits fazem parte do programa ‘Escola Nota 10’, divulgado à exaustão pela Prefeitura de Jundiaí, e só chegaram às mãos dos alunos após as denúncias feitas pelo deputado. Em algumas unidades, também foi constatada a falta de professores.

À imprensa local, a Secretaria Municipal de Educação e Esportes assumiu o erro e justificou, informando que houve um “problema de logística da empresa” contratada para o serviço.

Dos habituais 40 page loads por dia de visitas, a página na internet pulou para 106 na terça-feira (15), um dia após a constatação do problema. “Este é um dos veículos de comunicação com a população mais importantes que temos e também um termômetro do que fazemos por Jundiaí e região”, destacou Bigardi. “Aproveito para agradecer todos aqueles que me acompanham por esta ferramenta.”

Bigardi também pode ser acompanhado pelo microlog Twitter, nas redes sociais Facebook e Orkut e no seu site oficial.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Falta de Planejamento: Secretaria Municipal de Educação admite falha na entrega dos kits de material escolar

Bigardi continuará fiscalizações,
em defesa do povo de Jundiaí
“Problema de logística da empresa contratada”. Este foi o argumento usado pelo secretário de Educação e Esportes de Jundiaí, Francisco José Carbonari, para justificar a falta do material escolar que deveria ter sido entregue há duas semanas para toda a rede municipal de ensino.

Por conta do problema, alunos que fazem parte do programa ‘Escola Nota 10’, criado e divulgado amplamente pela Prefeitura, foram obrigados a levar cadernos usados às salas de aula. A falha só foi corrigida após denúncias feitas pelo deputado estadual Pedro Bigardi.

Em entrevista ao JJ Regional desta quinta-feira (17), o secretário admitiu o erro. “É o primeiro ano que entregamos material escolar para as crianças e houve mesmo um atraso em algumas escolas por problemas de logística da empresa, algo que já serve de experiência para os próximos anos”. O mesmo argumento foi dado ao jornal Bom Dia, que também noticiou o problema depois das fiscalizações feitas por Bigardi.

Flagrantes
Na quarta-feira (16) pela manhã, o deputado esteve na Emeb Rotary Club (Anhangabáu), onde conversou com pais de alunos a respeito do problema. Um deles, inclusive, mostrou um bilhete entregue segunda-feira (14) pela escola. Nele havia um pedido para que os pais providenciassem cadernos, mesmo que fossem “usados”, a fim de que as crianças pudessem estudar. A justificativa: a Prefeitura ainda não havia entregado os kits com o material.

À tarde, após a visita de Bigardi, o material foi entregue aos alunos do Rotary Club. Na manhã desta quinta-feira (17), o deputado conversou com pais de alunos da Emeb Adelino Brandão, no Morada das Vinhas. Eles também confirmaram que os kits ainda não haviam sido entregues. Na saída dos estudantes, novamente após fiscalização feita pelo parlamentar, as crianças deixaram a escola com o material nas mãos.

“Embora as crianças tenham finalmente recebido o kit, vamos continuar a fiscalização nas escolas, principalmente no que diz respeito à falta de professores. Esta, inclusive, foi outra constante reclamação dos pais durante as visitas”, declarou Bigardi.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Bigardi constata: sem material, alunos são obrigados a utilizar folhas de papel e cadernos usados na rede pública

Deputado Bigardi denuncia descaso
com a Educação Pública em Jundiaí
Alunos da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Rotary Club, no Anhangabaú, estão tendo de se valer de folhas de papel e cadernos usados nas salas de aula por causa da falta do material escolar prometido pela Prefeitura de Jundiaí. A constatação foi feita na manhã desta quarta-feira (16) pelo deputado estadual Pedro Bigardi. A direção da escola afirmou que até aquele momento ainda não havia recebido os materiais e não havia previsão para a entrega.

“Após denúncias de algumas escolas, estive no Rotary nesta manhã e pude conversar com os pais dos alunos durante a entrada dos estudantes. Nesta unidade escolar também constatamos a falta do material que a Prefeitura alardeou por toda a cidade já ter entregado”, destacou o deputado. “As crianças receberam um bilhete (veja imagem abaixo) da escola, no dia 14. Ele dizia que os pais deveriam providenciar cadernos, nem que fossem usados, porque o poder público ainda não havia enviado os kits. Por enquanto, elas estão escrevendo em folhas de papel.”

De acordo com Bigardi, a direção da Emeb Rotary Club confirmou o atraso na entrega. “Até esta manhã, a diretora e a vice-diretora disseram que não havia previsão para que os alunos recebessem o material. Isso mostra a total falta de respeito da Prefeitura com os pais, estudantes e profissionais da Educação. Eu sou professor e sei como é difícil para o aluno uma situação desta. O que mais me entristece é que o governo municipal gasta milhões com propaganda e enviou cartinhas para os pais dos alunos anunciando a entrega dos kits. Até agora, no entanto, existem criança sem o material, ou seja, somente a propaganda eles fizeram bem”, ressaltou.

Professoras são obrigadas a pedir aos pais que
enviem cadernos à escola, mesmo se forem usados!
Professores
A falta de professores na rede pública também é outro fator que prejudica os alunos, segundo o deputado. “Não há previsão para a contratação de professores, o que considero inaceitável. Vamos continuar fiscalizando esta situação até que a Prefeitura tome providências”.

Na segunda-feira (14), Pedro Bigardi denunciou a falta de material escolar e de professores nas escolas de período integral da rede municipal – intitulado programa ‘Escola Nota 10’. Em um artigo, o deputado apontou o prejuízo à grade curricular destas unidades, uma vez que atividades como música, teatro e dança (estipuladas pela Prefeitura para os alunos) sequer têm definido quem serão os responsáveis.

No panfleto da Prefeitura, muitas promessas não cumpridas até agora

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bigardi denuncia falta de professores e material didático para alunos das escolas municipais de Jundiaí

Para Bigardi, a Educação é primordial
para a valorização do ser humano
O programa ‘Escola Nota 10’, da Prefeitura de Jundiaí, não começou como os pais de alunos gostariam – e muito menos como se vê nas propagandas. Nesta segunda-feira (14), por meio de um artigo, o deputado estadual Pedro Bigardi denunciou a falta de professores nas escolas de período integral e também o fato do poder público não ter entregado ainda o material escolar para alunos da rede municipal de ensino.

De acordo com Bigardi, os professores da escolas que, a partir deste ano, atuam em período integral estão tendo dificuldades. “Eles estão tendo de se virar para entreter os alunos e até histórias infantis contaram às crianças para preencher o tempo. Não há, também, definição de quem dará as aulas de música, teatro e dança estipuladas na grade”, afirmou o deputado, num dos trechos.

Eleito com quase 70 mil votos nas eleições do ano passado, o parlamentar (que também é professor) cobrou uma posição da Prefeitura de Jundiaí em relação ao problema. “Em Jundiaí, onde a Administração Municipal insiste em não admitir a existência dos analfabetos funcionais, precisamos mais do que marketing político para nossas crianças.”

As aulas na rede municipal de ensino tiveram início no dia 7 de fevereiro. Nas escolas integrais, os alunos deveriam entrar às 7h30 e sair as 16 horas. Na primeira semana, contudo, estudantes deixaram as classes às 11h30, sob alegação de “adaptação” ao novo sistema. Nesta segunda-feira (14), de acordo com denúncias de pais, os alunos tiveram horário normal, mas as aulas foram prejudicadas devido à falta de professores estipulados na grade disciplinar da Secretaria Municipal de Educação.

Leia, na íntegra, o artigo assinado pelo deputado:

Nota 10 só para os professores

- por Pedro Bigardi, engenheiro civil, professor de Planejamento Ambiental e deputado estadual

O tão propagado programa ‘Escola Nota 10’ que a Prefeitura de Jundiaí anunciou para a rede pública de ensino começou a ser colocado em prática segunda-feira (7) e já merece um puxão de orelhas. A iniciativa é das melhores possíveis, já que algumas escolas passaram a ter ensino em período integral. Além disso, o poder público resolveu distribuir materiais escolares aos alunos – ideia que constava em nosso plano de governo nas eleições para prefeito, em 2008.

Acontece que mal as aulas começaram e os pais de alunos já estão preocupados com a situação. Faltam professores nas escolas de período integral e o material escolar ainda não chegou – embora a Prefeitura já tenha comunicado a iniciativa aos pais, por meio de uma pomposa carta. Pelo volume de dinheiro destinado à Secretaria Municipal de Educação, a atitude tomada somente este ano deveria acontecer há muito tempo.

Nas reclamações que recebemos, os pais de alunos afirmam que a justificativa à falta de professores se deve à desistência de alguns profissionais – que não teriam concordado trabalhar 40 horas semanais. E que, por isso, as vagas demorarão pelo menos 15 dias para serem preenchidas. Quanto à falta do material escolar, nenhuma justificativa foi dada.

No primeiro dia de aula, de acordo com os pais, os professores que atuam em período integral (esses, sim, merecem nota 10) tiveram de se virar para entreter os alunos – até histórias infantis eles contaram às crianças para preencher o tempo. Não há, também, definição de quem dará as aulas de música, teatro e dança estipuladas na grade. Já se passou uma semana e a situação é a mesma.

A Educação é primordial para a valorização do ser humano e também para garantir-lhe um futuro. Em março do ano passado, estivemos na manifestação dos professores estaduais, realizada em São Paulo, justamente por apoiar as reivindicações destes profissionais e exigir que o Governo do Estado dialogue com a categoria.

Em Jundiaí, onde a Administração Municipal não admite a existência dos analfabetos funcionais, precisamos mais do que marketing político para nossas crianças. Continuaremos o trabalho de fiscalização para o bem da população jundiaiense e esperamos que a Prefeitura resolva imediatamente esta situação. Senão, todos nós seremos reprovados nesta matéria e o preço será pago lá na frente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bigardi reafirma necessidade de discussão do Plano Diretor com a população de Jundiaí

Bigardi destaca participação popular na discussão do Plano
Fazer reuniões em bairros, saber a opinião da população sobre a necessidade de reforma do Plano Diretor (lei municipal que estabelece regras para a ocupação) e ouvir o que as pessoas querem para o futuro de Jundiaí. Esta foi a sugestão do deputado estadual Pedro Bigardi durante a primeira reunião deste ano do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema).

O encontro aconteceu nesta quarta-feira (9), no auditório do Parque da Cidade, e contou com a participação do arquiteto Araken Martinho, presidente da Comissão do Plano Diretor.

Bigardi citou o Ministério das Cidades como aliado no sentido de definir quais regras podem ser seguidas para a reformulação do Plano Diretor local. E sugeriu: “Com a coleta de informações sobre Jundiaí que a Prefeitura terá de fazer, podemos realizar reuniões com os moradores em cada um dos bairros e personalizar este levantamento. É importantíssimo que a população seja ouvida neste processo”, comentou.

O deputado ressaltou a participação de Araken Martinho na reforma do Plano Diretor. “Fiz questão de vir aqui para ajudar no debate e também para ouvir o Araken, que é um grande mestre do urbanismo e que conheço desde 1979, quando trabalhava na Prefeitura”.

Bigardi lembrou ainda da necessidade de preservação do meio ambiente, principalmente a proteção máxima da Serra do Japi. “O planejamento ambiental é essencial para nós, pois estamos em um cinturão verde que corre risco por conta da especulação imobiliária e do crescimento desordenado da cidade”, lembrou o parlamentar.

Ele aproveitou para agradecer a oportunidade ao presidente do Comdema, Fabio Storari. “Este é o fórum adequado para se tratar desta questão e a iniciativa tem todo o meu apoio”, reforçou Bigardi.

Violência
Para Araken Martinho, Jundiaí sofreu uma violenta transformação e precisa definir rapidamente qual o ideário a ser deixado para as futuras gerações. “Todos nós estamos assustados com tudo isso, sem exceção. O que foi feito até agora serviu para correções de uso (e ocupação do solo). Para 2011, precisamos definir primeiro o que a cidade quer com os setores agrícola e industrial para só depois saber em quais regiões estas atividades serão empregadas e não o contrário”, destacou.

A Prefeitura, por sua vez, tem como obrigação elaborar audiências públicas e oferecer ampla possibilidade para que os moradores possam participar deste processo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bigardi vai levar proposta da Aglomeração Urbana de Jundiaí para o Colégio de Líderes da Assembleia

Bigardi fala aos vereadores e deputados
O deputado estadual Pedro Bigardi se comprometeu nesta quarta-feira (2) a levar um grupo de vereadores que compõem a Frente Parlamentar de Integração pela Região de Jundiaí até o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de São Paulo. A iniciativa foi acatada pelos membros da Frente, durante reunião realizada na Câmara Municipal de Louveira, e deve acontecer já no próximo mês.

“Pela experiência que tive na Assembleia, percebi que pelo Colégio de Líderes é possível articular a aprovação desta iniciativa com o Governo do Estado”, destacou Bigardi. “A Aglomeração Urbana é um instrumento de trabalho para estes municípios, mas há uma demora muito grande para que isto seja efetivado. Não podemos esperar mais.”

Ainda segundo o deputado, o Legislativo paulista já discute a criação das regiões metropolitanas do Vale do Paraíba e de Sorocaba. “Podemos superar este trâmite natural, que vem se arrastando há anos, apresentando esta proposta. Seria um acordo entre oposição e situação no Colégio de Líderes, que nada mais é do que um fórum para estas grandes discussões.”

O Colégio de Líderes é formado pelos deputados indicados pelos partidos, pelo líder do governo e pela liderança da minoria na Assembleia, além do presidente da Casa. No caso do PCdoB, que ainda tem Leci Brandão como parlamentar, Bigardi será o líder da bancada. A posse dos deputados eleitos acontece dia 15 de março.

Encontro
A reunião realizada na Câmara Municipal de Louveira contou ainda com as participações dos deputados estaduais eleitos Ary Fossen (PSDB) e Beto Trícoli (PV).

Próximo encontro acontecerá na Assembleia
Vereadores de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira e Itupeva e Atibaia também fizeram parte do encontro. Parlamentares de Cabreúva (município que integra a futura Aglomeração Urbana) justificaram a ausência: a sessão ordinária daquela cidade aconteceu no mesmo horário da reunião em Louveira.

“A reunião foi bastante proveitosa, já que nosso objetivo era justamente pedir aos deputados eleitos por nossa região para que retomassem essa discussão na Assembleia”, comentou o ex-vereador André Queiroz Guimarães, secretário-executivo da Frente Nacional de Vereadores pela Reforma Urbana e representante estadual do Conselho Nacional de Cidades.

Histórico
Aglomeração Urbana é um conjunto de municípios limítrofes que têm necessidades e problemas interligados. No caso de Jundiaí, a junção dos oito municípios beneficiaria diretamente 850 mil habitantes.

Formada por vereadores das cidades interessadas na criação da Aglomeração Urbana de Jundiaí, a Frente Parlamentar de Integração pela Região teve início em 2005. Desde então já foram realizadas audiências públicas nos oito municípios, além do parecer técnico da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A (Emplasa).

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pedro Bigardi repudia decisão da Assembleia Legislativa de não convocar suplente do PCdoB

O deputado Nivaldo Santana
O deputado estadual eleito Pedro Bigardi lamentou nesta terça-feira (1º) a atitude da Assembleia Legislativa de São Paulo de não convocar o suplente Nivaldo Santana (PCdoB) para assumir a vaga deixada pelo petista Vicente Cândido da Silva, recém-empossado deputado federal.

Com base numa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e desrespeitando o que determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presidência do Legislativo paulista decidiu convocar Sérgio Ribeiro Silva, primeiro suplente do PT, para atuar até o fim da atual legislatura (que termina dia 15 de março). Ele conseguiu 39.967 votos nas eleições de 2006 e, por isso, estava atrás de Nilvado Santana (40.515) na relação de suplentes da coligação PT\PCdoB.

De acordo com Bigardi, tal atitude "coloca em xeque o processo democrático brasileiro e demonstra que, neste caso, outros interesses estão acima da legislação e, por que não dizer, da vontade do povo paulista que teve seu voto completamente ignorado".

Acompanhe o artigo:

A decisão da Assembleia Legislativa de São Paulo de não convocar o suplente de deputado estadual Nivaldo Santana, do PCdoB, para tomar posse nesta terça-feira (1º) é lamentável.

O Legislativo paulista se vale de uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, para ignorar a legislação eleitoral e dar a vaga do petista Vicente Cândido da Silva (que toma posse como deputado federal, também nesta terça-feira) ao primeiro suplente do PT, Sérgio Ribeiro da Silva.

Ocorre que a atitude do Supremo refere-se a caso especifico, que não se aplica como regra geral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é bem claro nesta questão, quando determina que seja convocado para assumir a vaga o suplente com maior número de votos entre os partidos que se coligaram.

No caso específico, Nivaldo Santana conquistou 40.515 votos nas eleições de 2006. Sérgio Ribeiro Silva alcançou pouco menos (39.967) e, por isso, estava atrás do suplente do PCdoB na relação de possíveis convocados pela coligação.

Esta situação me remete a 2009, quando também tive a oportunidade de assumir uma vaga na Assembleia Legislativa como suplente. Na ocasião, o então presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), ‘pulou’ meu nome e deu posse ao petista Carlos Neder, alegando que eu tinha mudado de partido.

A decisão do então presidente da Assembleia não teve qualquer embasamento legal. Ou seja, não cabia a ele fazer qualquer tipo de julgamento naquela situação. Após uma grande batalha jurídica, consegui tomar posse e realizar um trabalho voltado aos mais de 51 mil eleitores que confiaram em mim durante a campanha eleitoral de 2006.

Esta mesma atitude, tomada agora pela Assembleia, coloca em xeque o processo democrático brasileiro e demonstra que, neste caso, outros interesses estão acima da legislação e, por que não dizer, da vontade do povo paulista que teve seu voto completamente ignorado.

Como deputado estadual eleito pelo PCdoB, repudio totalmente a atitude tomada pela Assembleia Legislativa de não convocar Nivaldo Santana. A Justiça, tenho certeza, vai reparar este erro cometido assim como aconteceu comigo.

Pedro Bigardi
Deputado estadual eleito PCdoB

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Em entrevista à tevê, deputado aponta prioridades para Jundiaí e região na Assembleia

Trabalhar pela aprovação do projeto de lei que cria o Parque Estadual Serra do Japi, cobrar do Governo do Estado a efetivação do Hospital Regional e buscar recursos para ajudar as famílias que moram em áreas de risco na região de Jundiaí.

Estes foram alguns dos compromissos assumidos pelo deputado estadual Pedro Bigardi durante entrevista realizada ao vivo pela TV Tem/Rede Globo, dia 14 de janeiro.

Acompanhe:

Pedro Bigardi acompanha troca de comando na Delegacia do Serviço Militar de Jundiaí

Bigardi e os oficiais do Exército durante solenidade
A solenidade de passagem de comando da 19ª Delegacia de Serviço Militar de Jundiaí, realizada nesta sexta-feira (28), foi acompanhada pelo deputado estadual Pedro Bigardi.

O parlamentar foi convidado pelo tenente Valdir Testa, responsável pela delegacia. Na ocasião, o oficial entregou o cargo para o também tenente Marcos Preterotto.

Além deles, acompanharam o evento o tenente-coronel Flávio Alvarenga Filho, comandante do 12º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), e o coronel Guilherme Vieira, que responde pela 14ª Circunscrição de Serviço Militar.

A 19ª Delegacia de Serviço Militar foi criada em 1º de junho de 1960 e atualmente é responsável por 12 municípios da região: Jundiaí, Várzea Paulista, Jarinu, Campo Limpo Paulista, Cajamar, Francisco Morato, Caieiras, Itatiba, Franco da Rocha, Itupeva, Louveira e Morungaba.

Troca de comando
No dia 11 de janeiro, Pedro Bigardi também acompanhou a troca de comando do 12º GAC. Na oportunidade, o tenente-coronel Flávio Alvarenga Filho substituiu o tenente-coronel Carlos Henrique Teche.

Com Marcos Preterotto, novo delegado, e Valdir Testa, que deixou o cargo
Pedro Bigardi, coronel Teche, Fabiane Santiago (prefeita de Piracaia) e vereadores
Deputado com Alvarenga (esquerda) e Teche: troca de comando no GAC
Banda Sinfônica de Piracaia se apresenta durante solenidade no 12º GAC

Deputado Pedro Bigardi prestigia inauguração de sede da Afresp em Jundiaí

Deputado enaltece o trabalho
dos agentes fiscais no Estado
O deputado estadual Pedro Bigardi foi convidado para participar da inauguração da sede da Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Afresp) em Jundiaí. O evento aconteceu dia 20 de janeiro.

“Já tínhamos tido contato na Assembleia Legislativa e me coloco novamente à disposição neste próximo mandato. Aproveito para parabenizá-los pelo trabalho realizado e por mais esta conquista”, destacou Bigardi.

O presidente da Afresp, Luiz Carlos Toloi Junior, e o diretor da Regional de Jundiaí, Antonio Jair Simionato, foram os responsáveis por apresentar as novas instalações ao deputado.

A nova sede está localizada na rua Flávio Rossi, 42, Vila Maria Luiza (travessa da avenida Prefeito Luiz Latorre).

Bigardi com Luiz Carlos Toloi Junior (esquerda) e Antonio  Simionato

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Orlando Silva fala sobre os desafios do Ministério do Esporte

Ministro Orlando Silva
Em meio a uma agenda de audiência e entrevistas, o ministro do Esporte, Orlando Silva, que foi reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff, falou para o Portal Vermelho sobre o trabalho que o espera nos próximos anos. Apesar dos preparativos para os dois grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil – Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas e Paraolimpíadas em 2016, ele não descuida do trabalho de rotina do ministério.

Para honrar a confiança da presidente Dilma na escolha do seu nome para a área do esporte, diz que vai trabalhar mais e seguindo o mantra do governo federal de “fazer mais com menos”. E para cumprir a marca do governo de inclusão social pretende ampliar a oferta de vagas nos programas Segundo Tempo e Esporte e Lazer na Cidade. E ainda criar novos programas. Para isso pretende agir integrado com outros ministérios como Educação, Saúde, Cultura e Trabalho.

“É preciso trabalhar mais para honrar a confiança que a presidente tem, não só em mim pessoalmente, mas na força política, porque é importante, quando se debate, na montagem do governo, ela dizer que ‘nós queremos que vocês que atuam nessa área continuem’. É importante porque não foi assim com todo mundo”, afirma o ministro.

Portal Vermelho: Você se manteve à frente do Ministério do Esporte para mais um mandato, que é a continuação de um projeto político, mas é um novo governo. Como isso se reflete no trabalho que está sendo pensado para o ministério nos próximos quatro anos?
Orlando Silva: É, continua o projeto político que o presidente Lula inaugurou, mas a presidenta Dilma lidera um novo governo, inclusive a expectativa nossa é definir claramente metas que devem ser alcançadas nesses próximos quatro anos. Tem um aspecto ligado à marca do governo que é a da justiça social, inclusão social, dos direitos de cidadania e o Esporte tem uma agenda muito forte nesse assunto. Nós pretendemos ampliar muito a escala dos programas sociais. O Programa Segundo Tempo e o Programa Esporte e Lazer na cidade, sobretudo. Nós alcançamos números expressivos quando falamos em aproximadamente um milhão de crianças no Programa Segundo Tempo. É 20 vezes o que existia de programas sociais para crianças no governo anterior, mas ainda está muito aquém de oferecer esporte, lazer, recreação ...

Portal Vermelho: Esse é o número de hoje e qual a pretensão para os próximos quatro anos?
OS: Nós pretendemos chegar daqui até 2014 num número pelo menos três vezes superior a esse. O desafio nosso é aumentar a escala dos programas sociais, aumentando a oferta da possibilidade de acesso ao esporte e lazer. Assim como fazer programa de melhoria da infraestrutura esportiva. O PAC II incorporou o esporte, pela primeira vez, como um dos assuntos. Nós teremos 10 mil construções ou reformas de equipamentos esportivos em todas as escolas públicas com mais de 500 alunos; e teremos 800 praças do PAC com equipamentos esportivos com muito destaque.

Portal Vermelho: Essas praças serão construídas em que cidades?
OS: Serão em 200 cidades por ano e as cidades serão selecionadas seguindo os mesmos critérios do PAC. Portanto, aumentar a escala de programas sociais e melhorar a infraestrutura esportiva são as metas para o próximo período.

Portal Vermelho: E tem proposta de criação de novos programas?
OS: A ampliação de escala de programas sociais se dará integrada com outros ministérios. Nós já temos, em fase final, a integração com o Ministério da Educação, para juntar o programa Mais Educação com o Segundo Tempo. Essa junção é que vai permitir aumentar a escala, com modificação na gestão dos programas de modo que o número de beneficiados seja maior e o programa seja mais eficiente, com preocupação de capacitar os orientadores, melhorar a qualidade de material oferecido e sofisticar o projeto pedagógico. No caso da integração com a Saúde, vai se dar a partir do Programa Esporte e Lazer da Cidade. A pretensão nossa é fazer uma grande campanha no Brasil pela atividade física e saúde. Já conversei com o ministro Padilha (da Saúde) sobre a ideia de implantar as chamadas academias das cidades, que é espalhar, nas cidades do Brasil, equipamentos que vão servir para atividades físicas em lugares de grandes concentração, nas praias e praças. Mas esse projeto está em gestação com o Ministério da Saúde.

Portal Vermelho: Na primeira reunião ministerial na última sexta-feira (14), a presidente discutiu corte no orçamento. Como ocorrerão esses cortes e como isso interfere na ampliação desses programas?
OS: O esforço nosso será o de seguir o mantra do governo federal de hoje, que é fazer mais com menos. Para fazer mais com menos nós temos que ter mais eficiência nos gastos e integrar mais as ações. Nós percebemos que usando a estratégia da educação, do dinheiro direto na escola, que é um programa que faz com que o recurso chegue na escola diretamente, isso pode permitir reduzir custos no funcionamento do Segundo Tempo. Se nós compramos material esportivo em escala nacional, utilizando método de compra que o MEC utiliza, podemos reduzir custo através da escala. Será feito todo um esforço para que possamos encontrar mecanismos que signifiquem redução de custos. Esse é o caminho, aperfeiçoar a gestão e integrar ação com outros ministérios. Nós observamos que o Ministério do Trabalho, Saúde, Cultura tem uma série de preocupação com atividades de lazer, se juntamos as iniciativas podemos aumentar escalas, potencializar o alcance delas, reduzindo os custos.

Portal Vermelho: Existe no Congresso Nacional uma discussão sobre o destino de 1% do orçamento para aplicação no esporte. Você acredita que isso possa ser aprovado dentro do pacote de avanço das conquistas sociais que estão sendo pensadas para esse governo?
OS: Existem dois tipos de gastos. As despesas vinculadas e os gastos discricionários. Nas despesas vinculadas entram recursos de educação, saúde, transferência para estados e municípios, são despesas obrigatórias. Nas despesas discricionárias o esporte já alcançou 1%. O orçamento inicial nosso era de R$ 1,1 bilhões e, ao final, com as emendas, o Congresso deve ter chegado perto de R$ 2,5 bilhões. Se nós considerarmos que no primeiro ano do Governo Lula, em 2003, o orçamento disponível era de R$ 270 milhões, multiplicou por quase dez vezes o orçamento oferecido. Se consideramos que agora há também leis de incentivo fiscal ao esporte, que no ano passado deve ter gerado R$ 150 milhões, houve uma evolução relevante do orçamento destinado para o esporte. O desafio nosso agora é aperfeiçoar a utilização desses recursos, aperfeiçoando o trabalho de gestão. O próprio ministério tem um programa de cooperação sendo estruturado - o Brasil Competitivo -, que vai procurar incorporar ferramentas de gestão que o setor privado utiliza e alguns governos já usam, de modo que tenhamos estruturado o sistema de metas e objetivos e assim possamos ter melhores resultados.

Portal Vermelho: Os dados recentes dos valores obtidos por meio das leis de incentivo do esporte estão aquém do esperado, principalmente em comparação com as leis de incentivo à cultura. Existe preocupação do ministério em ampliar o uso dessas leis?
OS: A possibilidade de utilização da lei de financiamento do esporte é quatro vezes menor que o da cultura, porque a cultura pode renunciar até 4% e o esporte só 1%. Acrescente o fato de que a cultura tem mais de 20 anos de vigência da lei. A desproporção sempre vai existir. Nos últimos anos – são quatro anos de vigência da lei -, nós tínhamos alguns objetivos. Não só beneficiar o esporte de alto rendimento e eventos de grande visibilidade, mas apoiar esporte social, de participação, educacional. Hoje, nós já temos equilíbrio maior, as empresas apoiam grandes atletas e também esporte social. O segundo objetivo era desconcentrar a apresentação e aprovação de projetos. No começo estava tudo muito concentrado no Rio e São Paulo. Viramos 2010 faltando apenas um estado, de Roraima, aprovando projetos de incentivo ao esporte. Esse esforço de nacionalização da lei também foi uma etapa importante. Eu espero que agora em 2001, possamos avançar, manter a desconcentração no país inteiro, manter apoio a todas as dimensões do esporte e aumentar o volume de recursos. Eu percebo que a retomada da economia brasileira pode ser fator favorável, porque com o aumento de lucro das empresas pode aumentar o patrocínio empresarial, e esse ambiente - 2011, ano de jogos Panamericanos, vésperas dos Jogos Olímpicos de Londres- vai estar mais propício para investimentos no esporte.

Portal Vermelho: Para não fugir aos assuntos de maior visibilidade e preocupação, vamos falar sobre os preparativos para os dois grandes eventos que ocorrerão sob sua gestão no Ministério do Esporte. E começamos com a criação da Autoridade Pública Olímpica. Qual sua opinião sobre a condução do assunto e o desfecho dele?
OS: Na verdade, a APO é uma entidade, que é um consórcio, que é uma organização que tem três sócios, a cidade do Rio, o estado do Rio e o governo federal. A APO é um compromisso do Brasil junto ao Comitê Olímpico Internacional, porque no projeto da candidatura olímpica do Rio de Janeiro, nós nos comprometemos em estruturar essa entidade. Isso não foi por acaso, nós nos inspiramos em boas experiência de Sidney, Barcelona e agora de Londres. Nós observamos modelos de governança, com o papel de integrar os entes governamentais e os vários projetos para ao sucesso dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. O estado do Rio, na Assembléia Legislativa, já ratificou (a criação da APO), nós temos o relatório do deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), na Câmara Federal, já ratificando, e falta a Prefeitura do Rio. Nós tivemos uma reunião com o prefeito (do Rio, Eduardo Paes) no final do ano e ele se comprometeu a ratificar até o Carnaval . A nossa expectativa é que teremos, em março, a implantação da APO como uma estrutura de coordenação dos governos e será também porta-voz dos governos junto ao COI.

Portal Vermelho: E você ocuparia esse cargo?
OS: A APO não é um cargo, é uma estrutura, você tem, por exemplo ...

Portal Vermelho: Mas não tem um dirigente.
OS: Você tem seis diretores, de seis áreas principais, que vai de infraestrutura a segurança, e claro, pela proposta que está no Congresso Nacional, existiria a presidência como coordenador de todo esse consórcio. É preciso que primeiro nós tenhamos a aprovação no Congresso Nacional dessa estrutura. E a partir dai, eu imagino que deve haver um debate sobre qual a melhor decisão. Quando a presidenta eleita Dilma me convidou para assumir o Ministério, chegou a dizer ‘vamos tratar com calma a questão da Autoridade Pública Olímpica’. A visão dela era dar tratamento neutro, politicamente, para essa organização e dar ênfase técnica ao trabalho da APO. Esse pode ser um caminho, mas sempre o caminho de quem vai ser o presidente e os diretores, essa construção, vai envolver o governo estadual, o governo municipal e o governo federal. O desafio nesse instante é menos o nome de quem vai ser o líder e qual estrutura e missão institucional vai ter a APO.

Portal Vermelho: E a aprovação até março?
OS: É fundamental, até porque o COI veio ao Brasil em dezembro, esperava ter essa organização implantada, não encontrou, e fez um apelo para que até abril, quando volta a missão do COI ao Brasil, nós tenhamos funcionando, em operação, a APO. Essa é a meta que temos que cumprir.

Portal Vermelho: E em que pé estão os preparativos como um todo para os dois grandes eventos que ocorrerão sob sua gestão no Ministério do Esporte?
OS: São dois eventos que acontecem em momentos diferentes e vivem estágios diferentes de preparação. A Copa do Mundo acontece antes e nós decidimos três ciclos de planejamento. O primeiro ciclo envolvia projetos de infraestrutura que exigia maturação um pouco maior, que envolveu estádios - dos 12, 10 estão em obras, só não o de São Paulo, que houve mudança de estádio, e o de Natal, que a licitação deu ‘deserta’ e estão fazendo nova licitação.

Temos sete portos que terão investimento em função do projeto da Copa e investimentos que vão acontecer em 2011 e 2012 e está no cronograma. Temos 50 projetos de mobilidade urbana que foram selecionadas no começo de 2010 e tem obras iniciadas em Belo Horizonte, Rio, Porto Alegre e Natal. Os outros estão em fase de contratação. Aqui tem um aspecto diferente, porque é o legado que a presidente Dilma pretende deixar para melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades do País. Está em curso e tem que andar rápido porque 2011 vai ser o ano chave para execução desses projetos.

E nós temos aeroportos, que é um tema muitas vezes pautada menos pela Copa e Olimpíadas e mais pela necessidade de hoje. O que nós observamos é que 13 aeroportos terão que ter investimentos para ampliar a sua capacidade. A Infraero sabe do seu compromisso.

Eu diria que para esse primeiro ciclo de investimento, que envolve obras de infraestrutura, 2011 é o ano chave, porque é quando começa a maioria das obras. O segundo ciclo de planejamento, pretendemos concluir no primeiro semestre desse ano, envolve temas como tecnologia de informação, segurança, promoção turística.

Portal Vermelho: É mais serviços?
OS: Serviços sobretudo. 2012 e 2013 é o período de execução. E o terceiro ciclo é mais a partir de 2013 quando a Fifa já saberá quem são os países que vão disputar e onde vão jogar. Quanto ao primeiro ciclo vencemos o planejamento e estamos na fase de execução. O segundo ciclo estamos finalizando o planejamento e entramos em execução no ano que vem. Eu diria que o tempo é justo. Nós temos condições de realizar com sucesso a Copa do Mundo, mas 2011 é o ano mais sensível para o sucesso do mundial da Fifa.

Portal Vermelho: E as Olimpíadas?
OS: A maioria dos projetos entrou no PAC II. São projetos focados no Rio de Janeiro, de transporte, sobretudo; saneamento e o aeroporto do Galeão e Santos Dumont serão beneficiados.

Portal Vermelho: Esse problemas das enchentes interferem nos trabalhos e preparativos das Olimpíadas?
OS: Não interfere, a preocupação muda sobretudo com a imagem internacional, tanto os temas de segurança, com as ações recentes no Complexo da Penha, como os desastres terríveis, preocupam pela imagem internacional, mas a nossa preocupação tem que ser com a população brasileira, temos que oferecer segurança e conforto nas moradias para suprir as necessidades da nossa população, não para vender imagem internacional, porque o Brasil não vai esconder a sua realidade para o mundo quando for promover esses eventos.

O Brasil é um país desigual, tem problemas de infraestrutura, problemas sociais e nós somos contra fazer higienização social para colocar debaixo do tapete a realidade que temos, temos que dizer que temos essa realidade e trabalhamos para superar os problemas urbanos que vivemos. Temos que aproveitar esses eventos como catalisadores, de modo que possamos antecipar a solução desses problemas e aproveitar para melhorar o esporte. Esse ano teremos jogos panamericanos, olimpíadas de Londres, que serão preparatórias, porque queremos fazer uma grande festa de confraternização mundial no Rio, de promoção da cultura de paz, mas queremos também ter uma equipe forte, para termos bons resultados e conquistas esportivas quando as Olimpíadas e Paraolimpíadas acontecerem aqui.

De Brasília, Márcia Xavier