terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acesse o novo site do deputado estadual Pedro Bigardi



O novo site do deputado estadual Pedro Bigardi está no ar e traz muitas informações sobre suas ações realizadas nos 16 meses que esteve à frente do mandato e vai continuar destacando sua atuação a partir da posse de seu novo mandato, em março de 2011.

Acesse: www.pedrobigardi.com.br

sábado, 20 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra: Ativistas comentam estatuto e desafios da luta antirracista



Neste sábado (20) é celebrado o Dia da Consciência Negra, o primeiro depois da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho deste ano. Apesar de reconhecerem os avanços recentes, líderes do movimento negro afirmam que o próximo governo terá muitos desafios, como a ampliação do ProUni (Programa Universidade para Todos) e a aprovação de novos projetos que visem à igualdade de oportunidades.

Para o fundador da ONG Educafro, frei David Raimundos Santos, a maior conquista da população negra no governo Lula foi o ProUni (Programa Universidade para Todos), criado em 2004. "Em cinco anos, só o ProUni colocou mais negros nas universidades do que os últimos cem anos de Brasil. E nós, negros, temos a consciência de que o que vai provocar a mobilidade social do povo negro é o acesso à educação de qualidade".

Entretanto, ele ressalta que o programa sozinho não é totalmente eficaz. O fundador da Educafro espera que Dilma amplie o projeto e crie uma bolsa para auxiliar os estudantes atendidos pelo ProUni nos gastos de transporte e alimentação.

Leia também: Netinho e outras lideranças comentam Semana da Consciência Negra

"[Dilma precisa] fazer com urgência um plano para que todo aluno que entrou na universidade com bolsa possa ter direito à bolsa permanente [para transporte, alimentação e livros]. Porque muitas pessoas pobres e negras estão entrando na faculdade, mas, por não ter dinheiro [para se manter no curso], estão abandonando. E nós queremos otimizar em 100% o ingresso do negro e pobre na universidade", diz Santos.

Outro desafio para o próximo governo é, na opinião dele, aprovar com mais rapidez os projetos da comunidade negra que tramitam no Congresso. "Existem mais de 15 projetos da comunidade circulando na Câmara e no Senado. Esses projetos todos estão abandonados porque a base governamental não teve prioridade em fazer com que eles fossem votados", critica.

Mulheres negras

Sueli Carneiro, coordenadora executiva do Geledés (grupo de mulheres do movimento negro) afirma que a luta pela igualdade e equidade ao acesso às oportunidades sociais no Brasil é um trabalho permanente e de muita persistência. "A cada ano a consciência da população negra em geral é ampliada e isso pode ser verificado através dos debates nas mídias, escolas e poder público. O 20 de novembro é hoje uma data vibrante que demonstra a importância da construção e consolidação da consciência da sociedade civil negra em geral. É um período de reflexão, ação e intervenção em torno da questão racial", afirma Sueli.

Para ela, o Estatuto da Igualdade Racial (de 20 de julho de 2010), do jeito como foi sancionado, causou frustração, pois deixou de fora temas fundamentais. "Ele deve continuar servindo como um objeto de disputa para que venha a incorporar as demandas da população negra. Costumo dizer que a luta continua e que o estatuto deve ser aperfeiçoado nos próximos anos", opina a coordenadora do Geledés.

Nilza Iraci Silva, também do Geledés, afirma que o principal avanço do governo Lula foi a criação da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), em março de 2003. Mas ela pondera que a situação está longe de ser a ideal. Nilza destaca que faltam políticas públicas efetivas que beneficiem a população negra.

"O problema é quais são os recursos destinados a essas secretarias, e [quais são] as políticas efetivas implementadas pelos outros ministérios", avalia.

Questionada sobre as expectativas para o próximo governo, Nilza afirma que espera um levantamento detalhado de onde e como vivem os negros e quais são os seus principais problemas. Segundo ela, só com esse levantamento será possível colocar em prática as políticas públicas que os beneficiem.

"É preciso levar a questão social a sério. [...] A gente precisa de indicadores sérios em todas as áreas, educação, saúde, trabalho, que demonstrem o lugar que ocupa essa população no Brasil. Uma vez de posse desses dados, podemos criar políticas efetivas de promoção dessa população", afirma Nilza.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2009, 6,8% dos brasileiros se declaram negros, 43,8% dizem ser pardos e 48,4% se consideram brancos. Outras etnias somam 0,9%, segundo os números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Romper com a invisibilidade

Segundo o jornalista responsável e criador da Afropress, Dojival Vieira dos Santos, o objetivo da agência de notícia é romper com a invisibilidade sobre a questão do racismo e contribuir para que o tema da igualdade integre efetivamente a agenda pública. “A abolição não representou para os negros a inclusão. O Brasil é majoritariamente auto-declarado preto e pardo e mesmo assim os negros continuam ocupando as piores posições em todos os indicadores sócio-econômicos”, diz.

Ele cita uma pesquisa divulgada no último dia 11, pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social e pelo Ibope que revela que a proporção de negros no quadro funcional das 500 maiores empresas cresceu apenas 6% entre 2007 e 2009 — subindo de 25,1 para 31,1%. Os números revelam que o maior abismo maior se dá nos cargos de direção. Embora tenham melhorado em 50%: o número de negros no comando das empresas que responderam a pesquisa é de 5,3% contra 3,5% no último levantamento, em 2007.

“Nós ainda somos um país em que a democracia se traduz na falta de acesso ao universo de direitos e da cidadania para a maioria da população – declaradamente negra e parda. A pobreza no Brasil tem cor. Os negros ganham menos, moram mal, não são representados no poder publico e têm expectativa de vida seis anos menor. O Brasil precisa ajustar contas com essa herança maldita para consolidação da democracia”.

Para Dojival, a sanção do Estatuto da Igualdade Racial pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um avanço, mas não deve se limitar apenas a uma declaração de intenção. “Há um risco do estatuto se tornar apenas uma norma programática. Precisamos de um movimento social capaz de demandar, junto ao Estado, a concretização dessas intenções expressas no estatuto. O acesso ao universo de direitos deveria ter sido concretizado na época da Lei Áurea, mas o simples fato de termos o estatuto já significa um avanço”.

Inclusão com informação

O cineasta e doutor em Cultura pela USP, Celso Prudente, explica que existe atualmente no Brasil um processo de consolidação da democracia onde o próprio Estado reconhece a desigualdade racial e passa a promover ações em favor da integração do negro na sociedade brasileira.

“Começamos a desenvolver uma discussão de políticas públicas de ações afirmativas e reparatórias. Dentro dessas ações afirmativas estão contemplados os programas em que o negro passa a se afirmar como um valor africano que foi fundamental para o processo de formação da cultura brasileira. Já as ações reparatórias incluem, por exemplo, as cotas raciais no ensino e no serviço público. Não haverá democracia no Brasil, enquanto o negro não estiver integrado”.

Prudente fala ainda da necessidade da inclusão dos negros no processo de informação do país, que assumiu um papel fundamental nas últimas décadas. “Não estamos inseridos de uma maneira justa nos meios de comunicação de massa. Numa sociedade da informação a imagem tem mais poder do que a escrita. É necessário que os setores mais avançados da sociedade desenvolvam uma ampla campanha pela participação dos negros nos meios de comunicação e televisões públicas. É um absurdo que o negro pague imposto e não se identifique com a programação das TVs públicas”.

Ainda de acordo com o cineasta, o Estatuto da Igualdade Racial é uma conquista como instrumento político. “Ele saiu de uma discussão que o governo abriu com a sociedade para se pensar a questão dos direitos raciais. Por si só, ele já é uma conquista”.

Estatuto precisa de regulamentação

Segundo o chefe da assessoria parlamentar da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Benedito Cintra, o Estatuto da Igualdade Racial cria direitos, mas ainda necessita ser regulamentado. “O estatuto tem o caráter programático e precisa de leis, decretos e portarias para materializar esses direitos. Ele é uma peça complexa e ao entrar no ordenamento jurídico precisará dialogar ainda mais com a Constituição, outras leis e códigos. O processo é um pouco longo. Ele precisa de uma regulamentação que vá lidando com as novas realidades”.

Para Cintra, o processo de regulamentação do estatuto precisa da participação dos movimentos sociais ligados às questões raciais do Brasil. “Como vivemos em um processo democrático, é essencial que os beneficiários atuem na regulamentação. O mais provável é que esse processo se inicie de forma mais ampla durante o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff”.

“Temos um Plano Nacional da Igualdade Racial em construção, temos o estatuto que vai abrir possibilidades para novas leis, decretos e materializar situações -- nesse aspecto o Brasil é referência no mundo. O Brasil hoje é ouvido nesta questão de luta pela igualdade. Não podemos em uma ou duas décadas reparar um processo de desigualdade que tem mais de 500 anos. O estatuto não é um bem apenas da população negra, mas de toda a sociedade brasileira”, opina Cintra.

Ativismo no Congresso Nacional

O deputado federal Evandro Milhomen (PCdoB-AP) é um dos parlamentares mais ativos na questão racial no Congresso Nacional. Para ele, a semana da Consciência Negra é um momento que aproveitamos para lembrar e celebrar a luta contra a discriminação, de retratar a memória histórica do que originou a desigualdade racial e a natureza desse preconceito." Hoje temos uma bancada na Câmara que pensa de forma positiva sobre todas as necessidades e direitos dos negros. Estamos firmes para trabalhar que o negro seja visto na sociedade de forma íntegra e capaz de gerar progresso à sociedade", afirma.

Ele concorda que uma das grandes conquistas que mostram essa evolução é o Estatuto da Igualdade Racial.

"Na próxima legislatura, continuaremos a provocar este debate, que é um instrumento importante para as políticas públicas de igualdade racial, assim como o reconhecimento das comunidades quilombolas, a promoção do trabalho, acesso à moradia adequada e muitos outros pontos que garantem os direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico e social", diz Milhomen.

Segundo ele, "apesar de não termos conquistado tudo, é uma luta que não pode parar. São mais de 100 anos de luta pelo reconhecimento da participação do negro na história do país".

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Em artigo, Bigardi lamenta falta de diálogo da Prefeitura do PSDB com a população jundiaiense

“Em qualquer governo minimamente democrático, os cidadãos opinam sobre o seu futuro e o de sua cidade. Aqui, não. Em governos cinzentos e obscuros, os interesses da maioria nem sempre são respeitados”. Assim o deputado estadual Pedro Bigardi se posicionou contrariamente ao modo como a Prefeitura de Jundiaí trata os assuntos relacionados a obras e desapropriações de imóveis no município.

A crítica ao modelo de governo adotado há anos pelo PSDB na cidade foi feita por meio de um artigo, publicado sábado (6) no jornal Bom Dia. Nele, Bigardi critica o desprezo do poder público local em relação à falta de diálogo com a população e cita como exemplo o temor de moradores da Vila Argos, que não querem deixar suas casas por conta de obras a serem realizadas pela administração municipal naquela região.

Leia, na íntegra, a opinião do deputado estadual Pedro Bigardi a respeito do assunto:

Vila Argos e o histórico desdém da Prefeitura

- por Pedro Bigardi*

Acompanho com interesse o debate sobre o futuro da Vila Argos, assunto este evidenciado pelo jornal Bom Dia há pouco tempo. O motivo está relacionado com as questões urbanísticas que envolvem o local - até porque a preservação ou revitalização de uma vila operária e de suas raízes históricas no município é algo que precisa ser considerado.

Um parque linear ao longo do Rio Guapeva, reconstituindo parte da mata ciliar, também é um fato relevante, especialmente em tempos ‘modernos’ onde as vegetações ciliares dão lugar aos gabiões (caixas de pedra), concretos e outras formas de canalização de rios. Se não bastassem estas questões citadas, há ainda um desejo pessoal de ver toda a área que envolve a Ponte Torta ganhando vida e beleza. É triste ver esta região onde passei minha vida com ares de abandono e desprezo por parte da Prefeitura de Jundiaí.

Mas o que mais me intriga nesta discussão sobre a Vila Argos é o fenômeno que ocorre em todas as ações da Prefeitura: os projetos são elaborados à margem dos interesses da própria comunidade, como se a indenização dos imóveis desapropriados fosse a única relação possível de ser estabelecida entre o poder público municipal e o cidadão. É muito pouco.

Em recente reunião com os moradores daquela região, a Prefeitura informou que apenas existem estudos sem qualquer definição do que será feito no local e, por consequência, quem será atingido pelas desapropriações.

Ora! Em qualquer governo minimamente democrático, os cidadãos opinam sobre o seu futuro e o de sua cidade. Aqui, não. Em governos cinzentos e obscuros, os interesses da maioria nem sempre são respeitados.

As pessoas têm o direito de participar da elaboração dos projetos ou, no mínimo, ter conhecimento deles para opinar contra ou a favor. Em uma recente entrevista, o prefeito disse que gostaria de uma cidade “com menos prédios e mais parques”. Todos nós queremos participar deste processo de elaboração, senão apenas os interesses de alguns falarão mais alto.

*Pedro Bigardi é engenheiro civil, professor de planejamento ambiental e deputado estadual

sábado, 6 de novembro de 2010

Renato Rabelo: A maior vitória do povo brasileiro em 2010

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Durante reunião da Comissão Política Nacional do PCdoB realizada nesta sexta-feira (5) em São Paulo, o presidente do partido, Renato Rabelo, fez uma intervenção na abertura dos trabalhos em que descreve o cenário político atual com ênfase na eleição de Dilma Rousseff, na transição de governo e nas necessidades mais urgentes da próxima administração. O dirigente assegurou – o que depois foi ratificado pela CPN – que o partido se empenhará pelo êxito do novo governo. Confira íntegra a seguir.



A vitória de Dilma Rousseff – que alcançou 56,05% dos votos válidos nas eleições de 31 de outubro – tem sentido estratégico, avança no caminho traçado pelo programa do Partido Comunista do Brasil. Se houvesse uma derrota eleitoral agora, truncaria nosso avanço no sentido do objetivo maior programático. É a maior vitória política do povo brasileiro no grande embate eleitoral de 2010. Dilma é eleita com a segunda maior votação da história política brasileira, sendo a primeira mulher a ser eleita presidente da República.

Trata-se de um feito histórico inédito porque é a terceira vitória consecutiva de forças avançadas do país. O ciclo aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 permitiu às forças democráticas, progressistas e de esquerda atingir o poder central. Jamais se tinha alcançado até aqui a execução de um programa que combinasse soberania nacional, desenvolvimento econômico, distribuição de renda, inclusão social dos deserdados e liberdades políticas.

Esta vitória repercutiu além-mar, em outros continentes, reforçando o papel alcançado pelo Brasil de nação respeitada no mundo e estimulando a nova situação política vivida na América Latina, a partir da formação de governos soberanos, democráticos e populares.

A campanha de Dilma Rousseff teve de enfrentar uma campanha feroz e odienta. A mais feroz e intensa oposição, considerando os poderosos meios de comunicação envolvidos e a conformação de santa união de forças conservadoras, retrogradas e obscurantistas, que agiram desbragadamente para barrar o êxito eleitoral da campanha de Dilma.

O presidente Lula foi o grande artífice da vitória alcançada. O grande lastro para o impulso e ampliação da campanha de Dilma foi a compreensão da maioria da nação de que era preciso a continuidade do governo Lula. A aprovação do seu governo já tinha atingido o extraordinário patamar de 83% de apoio da população nas pesquisas de opinião.

A campanha de Dilma posta em movimento partia da justa orientação de colocar a disputa política de 2010 nos moldes de um “plebiscito”. Ou seja, aprovar ou não o governo Lula, contrastar o programa aplicado por Lula em relação ao precedente executado por FHC. A candidata Dilma apresentada pelo presidente Lula, e pessoa protagonista do seu governo, era exposta pelo presidente como a expressão maior e garantia da continuidade do seu governo sem ele. Logo surgiram assertivas as mais variadas, fazendo esforços para demonstrar que era impossível a transferência de votos de Lula para sua candidata.

É evidente que o conjunto das forças de oposição, nos seus diversos moldes, procurou agir para inviabilizar a linha plebiscitária do pleito, despolitizando-o, tentando recolocar o centro do embate na comparação de currículos, e na experiência da capacidade gestora. E mais adiante inflando uma terceira candidatura, almejando certa tri-polarização.



Refletindo essa tentativa de despolarização política, José Serra foi incapaz de se opor ao governo Lula e escondeu o período de oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele procurou se apresentar como o mais bem preparado, por sua experiência de governo, para dar continuidade ao pós-Lula. Lula era reconhecido por ele como um mito acima das injunções políticas. A maioria do povo não se seduziu por sua artimanha. A aparição de Lula nos programas de rádio e TV apresentando e justificando sua escolha fez a candidatura Dilma ter ampla aceitação, refletindo forte ascenso nas pesquisas de opinião.

A candidatura Serra se perdeu não encontrando sua identidade: viveu o dilema de ser continuidade ou oposição. Um sistema de oposição – oposição política, midiática e de elites dominantes conservadoras – se consumou neste embate da eleição presidencial de 2010. Diante da iminência do revés, esse sistema procurou açodadamente projetar a candidatura de Marina e pelo modo da má fé desqualificar e satanizar a imagem da candidata Dilma Rousseff. Montaram vasto esquema de campanha subterrânea desde a Internet, a produção massiva de panfletos apócrifos e uma extensa rede de telemarketing nos estados.

Nessa nova fase de campanha, que compreendeu o final do primeiro turno, nosso comando da campanha de Dilma adotou uma postura olímpica e burocrática. Assumiu uma concepção ilusória de que a eleição já estava decidida a nosso favor no primeiro turno. Distanciou-se assim do curso concreto da campanha. Não percebeu que o ataque aberto e subterrâneo à idoneidade de nossa candidata levava a uma transferência da perda de votos da nossa candidata para Marina. Ficamos fixos na posição de que a candidatura Serra mantinha-se estagnada e de que Marina não ultrapassaria mais de 12% percentuais, restando a ilusão de que o pleito se finalizaria no primeiro turno.

A existência do segundo turno na eleição presidencial, apesar da importante vitória que colhemos no primeiro turno, deixou a pecha e a consciência de que fomos derrotados. Era possível vencer no primeiro turno? Sim. Em carta dirigida a Dilma e Lula afirmei que a ilusão nos traiu nos afastando do curso real do embate, apontando a responsabilidade da Coordenação da Campanha (Fiz duas cartas a eles endereçadas e um artigo para divulgação pública, “Abaixo as Ilusões”). O adversário batido festejou a “vitória”. Reascendeu a esperança perdida nos meios oposicionistas.

O forte choque inesperado do percurso eleitoral levou a se encarar a realidade objetivamente. Buscou-se uma convergência em dois sentidos: politizar a campanha, agora facilitada pela polarização objetiva do segundo turno (semelhante o acontecido no segundo turno de 2006); mobilizar todas as forças políticas possíveis, lideranças dos diversos setores da vida nacional, movimentos sociais, militância em todo país.

As forças oposicionistas retemperadas com uma nova esperança procuraram se armar utilizando todos os meios para decidir a batalha a seu favor. Atacaram em todas as frentes: na área política tentaram dizer que era a candidatura Serra que tinha estatura capaz de unir o Brasil, acima das injunções partidárias; na área social, ofereceram bônus sociais para o salário mínimo, aposentados e aos que recebem a Bolsa Família; na esfera moral, traficando com valores que invocasse preconceitos contra a trajetória, posições e a vida pessoal da candidata Dilma Rousseff. Procuravam assim, corresponder a todos os setores sociais, buscando apoio nas camadas populares e médias.
As batalhas do segundo turno não se resumiram na polarização entre dois projetos que foram sendo explicitados. Foi além. O fragor do embate acabou delineando dois campos políticos e ideológicos em curso. A candidatura de Serra tornou-se o escoadouro da política, conceitos e valores de setores atrasados e obscurantistas, de correntes de extrema-direita que aparentemente estavam fora de ação. E de compromissos com as camadas conservadoras de São Paulo.

Vencemos a batalha decisiva de 31 de outubro. Vencemos porque tem sido forte e amplo o anseio de continuidade e vasto o prestígio da liderança de Lula; porque foram reafirmadas as diferenças de programa e que a candidata de Lula é realmente mais confiável para a continuidade e avanços; a candidatura Dilma foi se impondo para a maioria dos eleitores; amplas forças políticas e sociais favoráveis à candidatura Dilma, antes adormecidas, entraram em movimento.

Nosso Partido desde o início dedicou-se completamente à vitória de Dilma. Contribuiu na construção da aliança de partidos e movimentos sociais que respaldou a candidata, apresentou ideias programáticas e opiniões sobre a condução política da jornada, indicou quadros para a coordenação da campanha e, por todo o país, seus candidatos e militantes abraçaram com entusiasmo a bandeira de Dilma. Do mesmo modo, batalhou pela vitória de seus demais aliados aos governos estaduais e ao Senado. Catorze governadores e 28 senadores eleitos tiveram o apoio decidido dos comunistas.
Serra sai menor da campanha, como bem afirmou Lula. A oposição derrotada é desnudada de suas contradições. A sua recomposição será difícil porque é profundo o vinco de sua divisão. A luta pela predominância de novas lideranças da oposição já está em marcha. Eles terão que enfrentar agora uma maior e mais definida base governamental de uma sucessão vitoriosa, podendo sofrer maiores divisões.

Conquistada a vitória de sentido histórico, estamos agora diante da construção da transição e do que deverá ser o novo governo. Este desafio é ainda maior porquanto tem que seguir adiante nas conquistas alcançadas pelos dois governos de Lula. Para avançar, o novo governo já está sujeito a pressões e contrapressões de toda ordem. Tem limites no tempo e nas condições existentes o lema de que “todos ganham”. São inevitáveis os momentos dos grandes embates políticos e sociais que levam às mudanças profundas, as quais não sendo realizadas voltam-se ao pior retrocesso. O fiel da balança tem que pender para o lado da maioria da nação e das grandes parcelas majoritárias dos que trabalham e produzem.

O PCdoB participará da transição ao novo governo. Neste processo, o Partido vai primeiro enfatizar a necessidade de dar nitidez ao projeto que serviu de base para sua vitória, definindo um programa imediato de governo que compreenda as prioridades a serem enfrentadas. Segundo, devemos nos empenhar na estabilidade da aliança ampla que permita a governabilidade. Mas, dada a sua heterogeneidade, deveremos trabalhar pela construção de um bloco de forças de esquerda e progressistas com a finalidade de formar um pólo político consequente, a fim de garantir o rumo do programa e o êxito da política que envolva todas as esferas do governo.

As questões candentes que devemos discutir na transição para o novo governo, podendo apresentar ideias e propostas imediatas para condução do governo eleito, são:

- Posição diante da necessidade de “corte de gastos”;
-“Guerra cambial”- liquidez internacional sem limites, impressão desbragada de papel-moeda pelos EUA;
- A resolução no Congresso da proposta do governo sobre o pré-sal;
- Garantia do aumento real do salário mínimo em 2011;
- Mais investimentos para a saúde

Leia também:
Comissão Política: PCdoB se empenhará pelo êxito do governo Dilma

sábado, 30 de outubro de 2010

Pedro Bigardi destaca ações do Governo Lula em Jundiaí durante corpo a corpo com a população

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Bigardi conversa com eleitor no Calçadão:
lista mostra ações do governo Lula em Jundiaí


Motivados pela boa participação de Dilma Rousseff no debate realizado sexta-feira (29) pela Rede Globo de Televisão – o último antes das eleições – militantes, dirigentes partidários e sindicalistas que apoiam a eleição da candidata petista realizaram uma caminhada, na manhã deste sábado (30), pela região central de Jundiaí. O deputado estadual Pedro Bigardi, eleito com quase 70 mil votos, foi um dos que puxou coro pela continuidade do governo Lula na presidência do Brasil.

Bigardi demonstrou às pessoas que Jundiaí teve muitos benefícios federais nestes último 8 anos. “O Feirão da Casa Própria organizado este ano pela Caixa Econômica Federal teve 6,5 mil imóveis oferecidos no município. Destes, 5,3 mil unidades tinham linhas de financiamento do ‘Minha Casa, Minha Vida’. Isso dá 82% do total de casas e apartamentos comercializados no feirão”, exemplificou.

O deputado ainda lembrou de benefícios como o Programa Saneamento para Todos, que trouxe R$ 49 milhões em melhorias para a cidade. “São 23 obras de saneamento e combate a enchentes, principalmente em áreas onde historicamente há problemas, como o Jardim Rio Branco, o Vianelo e a avenida Nove de Julho”.

Pedro Bigardi explicou ter feito uma relação com algumas ações executadas no município pelo governo Lula. “Usei o site do Portal Transparência, listei alguns benefícios que considero importantes e postei em meu blog para que todos possam saber”, declarou. Confira a lista abaixo.

Ataques sujos
Um panfleto de José Serra que acusa maldosamente Dilma de ser “guerrilheira” e de ter “assaltado um banco” durante a Ditadura foi duramente criticado pelo deputado estadual. “Este material ridículo estava sendo distribuído aqui no Centro. Enquanto fazemos uma campanha de ideias e propostas para um Brasil melhor, os tucanos insistem na maldade e em questões sem qualquer fundamento”.

Uma carreata dos partidos de esquerda da cidade estava programada para acontecer no período da tarde, em Jundiaí, mas foi cancelada devido ao mau tempo.

ALGUMAS AÇÕES DO GOVERNO LULA EM JUNDIAÍ

Programa Saneamento para Todos
• 23 obras de canalização, execução e reforma de galerias, incluindo a avenida Nove de Julho, o Jardim Rio Branco e Vianelo (bairros com problemas antigos de enchente)
Total investido: R$ 49 milhões (R$ 43 milhões em 2006 e R$ 6 milhões agora)

Criação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu)
Em 2009, recebeu R$ 1 milhão em verbas do Governo Federal. São 1.600 atendimentos por mês com quatro ambulâncias: três de suporte básico e uma de atendimento avançado (UTI Móvel). O tempo de resposta para os chamados feitos no telefone 192 é de menos de 10 minutos.

Minha Casa, Minha Vida
Neste ano, no 6º Feirão da Casa Própria organizado pela Caixa Econômica Federal, 82% dos 6,5 mil imóveis oferecidos em Jundiaí (ou seja, 5,3 mil unidades) tiveram linhas de financiamento do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Em algumas cidades, o subsidio proposto pelo Governo Federal chegou a R$ 23 mil.

Bolsa Família
De 2004 a 2010, o Governo Federal repassou R$ 33,4 milhões para famílias de Jundiaí cadastradas no programa Bolsa Família. O objetivo é transferir renda diretamente para pessoas que vivem em condições de pobreza e de extrema pobreza.

Atenção à Saúde da População - Procedimentos de Média e Alta Complexidades
2010 – R$ 36,9 milhões (parcial)
2009 - R$ 51,1 milhões
2008 – 51,8 milhões

Fortalecimento das instituições de Segurança Pública
2010 – R$ 1,8 milhão

Apoio à Alimentação Escolar na Educação Básica
2009 – R$ 2,7 milhões

Programa de Aceleração do Crescimento – PAC
• Projeto de recuperação de perdas no abastecimento de água pela DAE S/A
Total investido: R$ 1,7 milhão
Convênio assinado com a Caixa Econômica Federal em 5/7/2010

Transferência de recursos da União para Jundiaí
De 2004 a 2010
Total: R$ 682,5 milhões

Fonte: Portal Transparência (www.portaltransparencia.gov.br)

PCdoB Jundiaí realiza carreata pró-Dilma neste sábado

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Uma carreata marcada para as 15 horas deste sábado (30), com saída em frente ao Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), em Jundiaí, foi a maneira que o PCdoB local escolheu para reafirmar o apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República.

A ação, coordenada pela direção do partido no município e pelo deputado estadual Pedro Bigardi, contará também com a participação de militantes, dirigentes regionais da legenda e representantes locais da coligação que dá sustentação à campanha da petista. O parque fica na avenida Jundiaí, no Anhangabaú, próximo à entrada da cidade pela rodovia Anhanguera.

Na semana passada, o PCdoB de Jundiaí realizou uma plenária na Associação dos Aposentados e Pensionistas e contou com a participação do ministro do Esporte Orlando Silva. "Não podemos nem pensar em retrocesso nas eleições presidenciais. Eleger Dilma é garantir a continuidade do governo Lula, que tanto fez por nós ", destacou Bigardi. "Especificamente para Jundiaí, destaco os R$ 49 milhões do Programa Saneamento para Todos, que garantiu obras de reforma e execução de galerias, além do combate a enchentes. Também houve investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Minha Casa, Minha Vida, Prouni e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que tantas vidas já salvou em nossa cidade."

Antes da carreata, o deputado estará no Calçadão da rua Barão de Jundiaí é fará parte da caminhada organizada pelo PT local em busca de votos. A concentração está marcada para as 9 horas, em frente à agência do banco Santander.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Polícia Civil de Jundiaí e região fica melhor equipada após verba encaminhada pelo deputado Bigardi

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Deputado Bigardi e o delegado Tucci Junior:
mais segurança para Jundiaí e região


Um investimento de R$ 100 mil conquistado pelo deputado estadual Pedro Bigardi garantiu a compra de equipamentos para o setor de inteligência da Delegacia Seccional de Jundiaí – que é responsável por mais oito cidades da região: Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira, Itatiba, Itupeva, Cabreúva, Jarinu e Morungaba.

No ano passado, Bigardi visitou as prefeituras da região para colocar à disposição o mandato na Assembleia Legislativa. No encontro com o delegado seccional Djahy Tucci Junior, o deputado soube da carência do Setor de Inteligência em obter recursos e apresentou uma emenda. Os R$ 100 mil pedidos pelo parlamentar foram liberados no final de agosto deste ano.

Tudo o que foi adquirido - como câmeras de vídeo e gravadores, por exemplo - servirá para que o Setor de Inteligência auxilie nas investigações das delegacias subordinadas à Seccional de Jundiaí. As ações deste setor são consideradas sigilosas pela Polícia Civil e têm como um dos atributos investigar o crime organizado na região.

“Os equipamentos ajudam a fazer análise de dados no processo investigativo, por isso os detalhes são sigilosos. Mas o resultado do trabalho já aparece”, explicou Tucci Junior, em entrevista ao Jornal de Jundiaí.

Mais investimento
Também no ano passado, Pedro Bigardi garantiu um novo caminhão-tanque para o 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros - que atende Jundiaí e região. Os R$ 350 mil conseguidos por meio da emenda parlamentar do deputado estadual já foram liberados, inclusive.

sábado, 23 de outubro de 2010

Esquerda progressista unida: deputado Pedro Bigardi e ministro Orlando Silva fazem ato de apoio a Dilma em Jundiaí

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Pedro Bigardi dá seu apoio a Dilma Rousseff: para
o Brasil seguir crescendo com justiça social


A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região recebeu neste sábado (23) os representantes do PCdoB da região e também representantes dos partidos coligados para uma plenária em apoio à eleição de Dilma Rousseff. O evento for organizado pelo PCdoB de Jundiaí e teve como principais destaques o deputado estadual Pedro Bigardi e o ministro do Esporte Orlando Silva.


Orlando Silva, ministro do Esporte, ressalta a importância
da continuidade do governo vitorioso de Lula


Logo após o ato, militantes, representantes dos partidos de esquerda e autoridades seguiram para a rua Barão de Jundiaí, onde fizeram um corpo a corpo com eleitores.
“Não podemos nem pensar em retrocesso nas eleições presidenciais. É só olharmos quanto já conquistamos em políticas públicas para o povo brasileiro, como o Pré-Sal, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e tantas coisas mais. Vamos sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo, algo que nunca sonhávamos em outros tempos”, destacou o deputado.


Plenária uniu os partidos de esquerda progressista de
Jundiaí e região: todos juntos por Dilma Rousseff!


O ministro Orlando Silva ressaltou a importância da continuidade do governo Lula e o desempenho de Dilma no ministério. “Temos de agradecer a vitória que tivemos no primeiro turno. Nossa presidente fez a mesma votação no 1º turno que o Lula teve em 2002 e 2006. Isso mostra a grande mobilização que o Brasil teve e o reconhecimento do trabalho que o presidente Lula teve nestes oito anos”, comentou. “Conheço a Dilma e sei da capacidade dela. Como exemplo, cito que 60% da população de São Paulo votou contra o Serra porque quem conhece esse candidato sabe que não deve votar nele. Agora é hora de irmos para a rua e pedir votos para a Dilma”, ressaltou Orlando Silva.


Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí

Depois da plenária na Associação dos Aposentados, militantes, dirigentes do PCdoB de 19 municípios da região e representantes dos partidos coligados foram em caminhada para o calçadão da rua Barão de Jundiaí. “Este contato direto com a população qualifica a discussão neste segundo turno”, lembrou Bigardi.


O presidente do PCdoB de Várzea Paulista, Junior Aprillanti

Entre os representantes das legendas que apoiam a continuidade do governo Lula estavam: Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí e coordenador da macrorregião; Junior Aprillanti, do PCdoB de Várzea Paulista; Alceu Bezão, PCdoB de Cajamar; Helifaz Eufrásio, PCdoB de Cabreúva; Zeca Pires, dirigente da Estadual do PCdoB; Gerson Sartori, Durval Orlato e Paulo Malerba, do PT de Jundiaí; José Joaquim Rodrigues Filho, o JJ, da Executiva Nacional do PMDB; Eduardo Pereira, prefeito de Várzea Paulista.


Paulo Malerba, presidente do PT de Jundiaí


Orlando Silva e Bigardi pedem votos para Dilma


Esquerda unida em Jundiaí e região


Bigardi recebe o carinho da população de Jundiaí


Gerson Sartori e Durval Orlato também participaram do ato


Militância do PCdoB está com Dilma contra o retrocesso


PCdoB de Itupeva marcou presença no ato


Elifax, que foi candidato a deputado estadual por Cabreúva


Povo de Jundiaí está com Dilma

Deputado Bigardi participa de abertura do 3º Encontro Café com Leite, em Torrinha

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Plinio, Dr. Soave e vereador Betinho,
de Bocaina, com Pedro Bigardi


O deputado estadual Pedro Bigardi participou nesta sexta-feira (22) da solenidade de abertura do 3º Encontro Café com Leite, realizado em Torrinha – cidade que fica a 237 km de São Paulo. Bigardi, que já esteve no evento ano passado, foi convidado pelo prefeito Thiago Rodrigo Rochiti.


Deputado com representantes da Associação
dos Produtores de Café Natural de Torrinha


O secretário de Organização do PCdoB de Torrinha e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Márcio Câmara, o Keké, destacou a participação do deputado estadual no evento. “A vinda de Pedro Bigardi a Torrinha, mais uma vez, reforça o compromisso dele com a cidade e o interesse com a questão agrícola no Estado”.


Bigardi agradeceu o convite e os votos
que teve na cidade nestas eleições


“Estou muito honrado por ser convidado mais uma vez para fazer parte deste encontro”, comentou o deputado. No ano passado, Bigardi conseguiu uma verba de R$ 50 mil por meio da Assembleia Legislativa para que a Prefeitura pudesse adquirir um veículo destinado à coleta de materiais recicláveis. “Agradeço também os 169 votos que tive aqui nesta eleição e coloco novamente meu mandato à disposição da população”.


Junto com o prefeito Thiago Rochiti
e com Márcio Câmara, o Keké


Evento
O objetivo do 3º Encontro Café com Leite de Torrinha é capacitar os produtores e melhorar ainda mais a qualidade do café e do leite na região. A realização é da Casa da Agricultura (CATI) do município em parceria com o Sindicato Rural.


PCdoB comemora a reeleição do deputado estadual
e a sua vinda ao Encontro Café com Leite

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PCdoB de Jundiaí recebe ministro Orlando Silva para caminhada em apoio a Dilma Rousseff

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Pedro Bigardi e o ministro Orlando Silva

O ministro do Esporte Orlando Silva estará em Jundiaí, neste sábado (23), para participar de um ato em apoio à eleição de Dilma Rousseff à presidência da República. O evento organizado pelo PCdoB local começa com uma plenária às 9 horas, na sede da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, e depois segue com uma caminhada pela rua Barão de Jundiaí, no Centro.

Além de Orlando Silva, que já confirmou a participação, fará parte também o deputado estadual Pedro Bigardi, eleito com quase 70 mil votos, e representantes de 19 diretórios municipais do PCdoB que integram a macrorregião.

“Estamos numa campanha de alto risco, baseada na difamação, sem aprofundamento do debate sobre os projetos que estão em jogo. Precisamos ir para a rua, ganhar mais votos para podermos continuar o processo aberto por Lula com as conquistas que o Brasil teve nestes oito anos”, destacou Bigardi.

Para o presidente do PCdoB de Jundiaí e coordenador da macrorregião, Tércio Marinho, as metas e estratégias para a reta final da campanha presidencial no segundo turno também serão traçadas neste encontro. “Nosso objetivo é defender a candidatura de Dilma e reafirmar o apoio ao seu plano de governo. Até por isso, teremos em Jundiaí, no sábado, a presença do ministro Orlando Silva, que é uma das maiores lideranças nacionais do PCdoB, e do deputado estadual Pedro Bigardi, que reafirmou sua condição de maior liderança de esquerda da região nestas eleições.”

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bigardi representa a região de Jundiaí em encontro de lideranças da esquerda progressista do Estado

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Vice-presidente na chapa de Dilma à
presidência, Michel Temer esteve na reunião


O deputado estadual Pedro Bigardi participou, na tarde de segunda-feira (18), do encontro de lideranças de esquerda progressista do Estado de São Paulo em apoio à eleição de Dilma Rousseff para presidente do Brasil.


Ao lado de Jamil Murad e Nádia Campeão,
Bigardi participou do ato: liderança regional


Mais de 200 pessoas entre dirigentes e representantes de partidos aliados que apoiam a eleição de Dilma fizeram parte da reunião, realizada em um hotel de São Paulo, que serviu também para definir os próximos passos da campanha no Estado.


Mais de 200 dirigentes e representantes de
partidos coligados reforçaram apoio a Dilma


Único representante da região de Jundiaí (formada por quase 1 milhão de habitantes) a participar do evento desta segunda-feira, Bigardi reafirmou sua condição de liderança nestas eleições ao superar a barreira dos 67 mil votos e reconquistar a cadeira na Assembleia Legislativa.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pedro Bigardi paticipa do ato onde o PCdoB chama militância a lutar por Dilma contra baixaria de Serra

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Renato fala a militantes durante plenária:
"Não estamos diante de uma batalha qualquer"


Quando a mesa da plenária do PCdoB se formou na noite desta quinta-feira, 14, cerca de 800 pessoas lotavam o auditório do Sindicato dos Eletricitários, em São Paulo. Vindas do interior, litoral, ABC e da própria capital, esses militantes reuniam-se para receber orientação do partido para os últimos dias que antecedem o segundo turno. Na pauta, a necessidade de se intensificar a campanha pró-Dilma Rousseff buscando combater a onda de boatos que tem sido a tônica do adversário tucano, José Serra.

“Não estamos diante de uma batalha qualquer, mas sim de uma batalha de caráter estratégico para o país. Se a vencermos, poderemos seguir adiante no grande objetivo de fazer deste um país mais forte, justo e solidário. Caso percamos essa batalha, será barrado o processo de transformação pelo qual o Brasil passa e ficará mais longe o rumo socialista”, disse Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB.

Ele alertou a militância para o que pode ter sido um dos fatores que influenciaram a ida da disputa para o segundo turno. “Quem pensa que essa guerra está ganha, está sendo ingênuo ou oportunista. Nosso inimigo não está brincando e o cenário atual exige de cada um de nós grande capacidade de luta”. O dirigente enfatizou, em referência à campanha de José Serra (PSDB) e Índio da Costa (DEM) e seus apoiadores: “essa gente não está aí para fazer campanha de alto nível, para fazer debate programático. Isso não existe para eles. O que eles fazem é baixar o nível, fazer o jogo rasteiro”.

Além de procurar o apoio dos brasileiros de maneira demagógica oferecendo, por exemplo, salário mínimo de 600 reais e aumento de 10% para os aposentados, a campanha de Serra tem procurado desgastar a imagem de Dilma Rousseff e foi este um dos pontos enfatizados pelo presidente do PCdoB. “Investem na baixaria, explorando aspectos morais para jogar o povo contra a candidata. Tentam esconder a face real de Dilma: uma mulher respeitada, capacitada, com uma belíssima biografia e figura essencial no governo Lula. Trata-se de uma campanha mórbida, atrasada”.

Comparando o governo FHC com o de Lula, Renato ressaltou: “está em curso a construção de uma grande nação; a auto-estima e a esperança do povo elevou-se, melhorou o nível de vida e de renda da população. E o que a oposição busca é dividir o país, estimular o ódio entre as pessoas”.

Para Renato, é essencial que Dilma dirija-se à população para desconstruir a campanha de que tem sido vítima. “Ela deve deixar claro que tudo o que tem sido dito é mentira, deve mostrar o jogo sujo que tem sido feito e cujo objetivo é desviar o debate programático, que é o que realmente interessa”.

O dirigente também propôs que “Lula se pronuncie à nação”, mostrando que “não podemos perder as conquistas que o país alcançou nos últimos oito anos”. E conclamou: “é preciso uma ampla mobilização popular porque precisamos conquistar os votos da maioria. Daí a necessidade de se investir em comitês amplos e representativos, reunindo religiosos, acadêmicos, intelectuais, artistas, juventude, mulheres etc. Temos de ir à luta com uma visão ampla”.

Por fim, o dirigente lembrou, sob aplausos: “o PCdoB cresce na luta e não joga a toalha no ringue. Tem experiência em todas as condições – na democracia e na ditadura; na legalidade e na clandestinidade; e quando foi preciso, pegou em armas para defender o país. É, portanto, um partido forte e que sabe lutar pelo Brasil”.

Netinho de Paula também deixou sua contribuição à militância, ressaltando a necessidade de aumentar a inserção do PCdoB na população. “Precisamos mesmo ampliar cada vez mais o partido. Meu eleitor é muitas vezes o cara que, em função de tanto sofrimento, não acredita mais na política e tem seu acalanto na música, na novela, na televisão. Temos de falar mais de perto para essa população”.

Na avaliação de Netinho, nesta fase é preciso intensificar a campanha junto ao povo. “Não podemos deixar que vença um grupo que mente, que manipula, que quer barrar o processo de mudanças que tem sido experimentado pelo país. Temos de sair daqui, hoje, para guerrear pelo nosso projeto de Brasil”.

Protógenes Queiroz seguiu na mesma direção. “Precisamos trabalhar intensamente para não permitir que aqueles que dilapidaram o Brasil, que são ladrões do dinheiro público, voltem ao governo central. Há uma campanha sórdida em andamento, o segundo turno não será fácil, mas temos militância, temos gente séria e um partido respeitado e vamos lutar contra o retrocesso”.


Protógenes: Há uma campanha
sórdida em andamento

Outro ponto alto da noite foi a participação de Leci Brandão. “Ainda existe muito, mas muito preconceito no Brasil. Conheço bem isso e sei o que Dilma está enfrentando”. Segundo ela, “é um absurdo que a mídia perca tempo, gaste papel, use artigos, editoriais, manchetes para discutir de maneira rasa, como está sendo feita, a questão do aborto, da religião, da homossexualidade como se fossem questões determinantes para a eleição. E não discute o que é essencial: o projeto. Está se nivelando o debate por baixo”.

Pedro Bigardi, que reconquistou sua vaga na Assembleia, afirmou: “estamos numa campanha de alto risco, baseada na difamação, sem aprofundamento do debate sobre os projetos que estão em jogo. Precisamos ir para a rua, ganhar mais votos para podermos continuar o processo aberto por Lula”.

A mesa do evento foi formada por Renato Rabelo, presidente do PCdoB; Walter Sorrentino, secretário nacional de Organização; Nádia Campeão, presidente do PCdoB-SP; Wander Geraldo, presidente do partido na capital; os vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula, que concorreu ao Senado; Protógenes Queiroz, eleito deputado federal, Leci Brandão e Pedro Bigardi, eleitos deputados estaduais.

Agenda

Finalizando o ato, foi anunciada uma agenda de atividades suprapartidárias para os próximos dias, em São Paulo, para as quais os comunistas estão sendo chamados a participar. Nesta sexta-feira, 15, às 14h, acontecerá na Força Sindical um ato de apoio a Dilma focado na educação e na juventude. No mesmo dia, às 18h, acontece comício com Lula em São Miguel Paulista, na Praça do Forró. No dia 19, terça-feira, acontece um ato de intelectuais em apoio à candidata a partir das 19h no teatro Tuca, da PUC. E, no dia 20, quarta-feira, acontece uma caminhada das mulheres, partindo da Praça da Sé às 11h.

De São Paulo, Priscila Lobregatte

Participe: Caminhada no Calçadão de Jundiaí em favor de Dilma 13

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pedro Bigardi participa de plenária e pede união de forças para garantir a continuidade do governo Lula

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Pedro Bigardi, único deputado de esquerda eleito por Jundiaí e região em 3 de outubro, participou na noite de quarta-feira, dia 13 de outubro, da plenária da coordenação da campanha de Dilma Rousseff, que reuniu centenas de pessoas, entre políticos e militantes da esquerda progressista. Confira abaixo o depoimento de Bigardi que, entre outras coisas, pediu união de todas as forças progressistas para garantir a eleição de Dilma e a continuidade do governo Lula.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Com mais de 67 mil votos Pedro Bigardi é reeleito Deputado Estadual!

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Pedro Bigardi e apoiadores comemoram a conquista

Com cerca de 97% das urnas apuradas, Pedro Bigardi já soma 67.280 votos em todo o estado de São Paulo. O PCdoB soma mais de 508 mil votos conquistando assim duas cadeiras na Assembleia Legislativa estadual. A primeira fica com Leci Brandão, que obteve até o momento 84.998 votos. A segunda cadeira é de Pedro Bigardi.

O momento agora é de festa e alegria para Pedro Bigardi, sua família, seus apoiadores e toda a militância do PCdoB que lutou contra tudo e contra todos nos últimos meses e, graças à garra e à honestidade, levaram Bigardi a essa maravilhosa conquista para toda a população de Jundiaí e região.

O deputado estadual Pedro Bigardi agradece de coração a todos os seus eleitores que acreditaram em seu trabalho e na sua integridade!

O FUTURO DE JUNDIAÍ COMEÇA AGORA.

Muito obrigado a todos!