
“Votar contra esses projetos é votar a favor da educação de qualidade”. Com essa frase o deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB) afirmou seu posicionamento contrário aos projetos de lei 19 e 20 do Governo Estadual referentes à contratação de profissionais temporários para a rede estadual de ensino e a jornada de trabalho dos docentes.
Em meio a muitos protestos de servidores públicos e dos deputados de oposição, os projetos foram votados e aprovados pela bancada governista nessa terça-feira, 23, na Assembleia Legislativa de São Paulo.
“Com a aprovação dessa lei os professores temporários terão condições ainda mais precárias de trabalho, com restrições quanto a licenças e afastamentos, negando a eles direitos que estão na Constituição. Esses projetos mostram a precarização do sistema de ensino no estado, sem cumprimento da lei, sem investimentos, sem planejamento”, revelou o deputado Pedro Bigardi.
Segundo ele, o professor precisa ter estabilidade e condições melhores de trabalho. “Sou professor e sei o quanto é difícil estabelecer uma didática de ensino sem ter uma continuidade no trabalho”.
De acordo com o parlamentar, há uma precariedade total no sistema educacional do Estado, com professores trabalhando em más condições, sem materiais, sem incentivos. “Um projeto educacional sério passa pela melhoria da qualidade do trabalho docente e de sua valorização”, opinou Bigardi.
O parlamentar credita as falhas constadas na lei à falta de diálogo do Governo com aqueles que fazem a educação. “Não há como melhorar a educação sem diálogo com os professores, os pais, as entidades de classe do ensino e a sociedade em geral. O Governo não ouve ninguém e impõe leis como essas que não contribuem em nada para a Educação. Se não fossemos nós da oposição abrir audiência pública, não haveria nenhuma discussão quanto a esses projetos”, enfatizou o deputado estadual Pedro Bigardi.